Operação Cartucho de Midas; delegado e agente da Polícia Civil são afastados das funções

A Justiça determinou o afastamento de forma cautelar dos servidores das funções públicas, a proibição de contato entre eles e a restrição de entrada em delegacias

Delegado Charles Corrêa, titular da Delegacia de Polícia Civil em Oiapoque (AP), alvo da operação da Polícia Federal - Divulgação
Delegado Charles Corrêa, titular da Delegacia de Polícia Civil em Oiapoque (AP), alvo da operação da Polícia Federal – Divulgação

O delegado Charles Corrêa, 52, e o policial civil Daniel Lima das Neves, 54, ambos lotados em Oiapoque, estão afastados de suas funções em razão da operação Cartucho de Midas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de contrabando de ouro, corrupção e lavagem de dinheiro na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa.

A Justiça determinou o afastamento de forma cautelar dos servidores das funções públicas, a proibição de contato entre eles e a restrição de entrada em delegacias e unidades da segurança pública.

A PF afirma ter encontrado indícios de movimentações superiores a R$ 4,5 milhões envolvendo servidores públicos e o uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados poderão responder por corrupção passiva, lavagem de capitais, participação em organização criminosa e peculato.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Amapá informou que acompanha o caso e instaurará um inquérito para apurar a conduta dos servidores.

“Estamos dando todo o apoio necessário para a Polícia Federal e vamos iniciar um processo administrativo. Um fato como esse não resume a atuação da Polícia Civil nem das forças de segurança do Amapá”, frisou o corregedor-geral Daniel Marsili.

A defesa de Charles Corrêa afirma que ele não integrou, participou ou compactuou com qualquer atividade ilícita e que não foi apresentado até o momento nenhum elemento concreto que o vincule ao suposto esquema. Diz ainda que seu afastamento é uma medida administrativa padrão e que sua carreira de mais de 15 anos no combate ao crime organizado é incompatível com as acusações.

A defesa de Daniel Lima das Neves, representada pelo escritório Ramos e Segato Advocacia, informou que fará uma análise minuciosa do inquérito e que a inocência de ambos será comprovada.

Corrêa foi candidato a prefeito de Oiapoque em 2024 pelo PSB e concorreu a deputado federal em 2022 pelo PL, mas não foi eleito. Neves disputou uma vaga de vereador em 2024, também pelo PSB.

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