
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrou que Macapá (AP) foi a capital brasileira com a maior redução no custo da cesta básica em novembro, na comparação com outubro, registrando queda de 5,28%. Ao todo, 24 capitais do país apresentaram recuo nos preços, influenciados pelo impacto positivo da maior safra agrícola da história do Brasil.
Segundo a Conab, a safra 2024/2025 deve alcançar níveis recorde na série histórica: a estimativa mais recente aponta para algo em torno de 350,2 milhões de toneladas de grãos, superando colheita anterior de 324,36 milhões de toneladas.
A Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela (Conab) em parceria com o (Dieese) monitora os preços de um conjunto de alimentos essenciais que compõem a cesta básica em todas as capitais brasileiras e calcula seu custo total, além do tempo de trabalho necessário para adquiri-la.
Além de Macapá, as maiores reduções foram em:
- Porto Alegre (RS): –4,10%
- Maceió (AL): –3,51%
- Natal (RN): –3,40%
- Palmas (TO): –3,28%
Apenas Rio Branco (AC), Campo Grande (MS) e Belém (PA) apresentaram altas leves, todas abaixo de 0,8%.
Embora Macapá não esteja entre as cestas mais baratas em valor absoluto, a capital amapaense se destacou pela intensidade da queda, beneficiada principalmente pela redução de itens como arroz (–8,91%), tomate (–18,44%) e leite (–6,12%).
As cestas mais acessíveis continuam concentradas no Nordeste:
- Aracaju (SE): R$ 538,10
- Maceió (AL): R$ 571,47
- Natal (RN): R$ 591,38

Já São Paulo segue como a mais cara do país, com R$ 842,26 – equivalente a quase 60% do salário mínimo.
O arroz caiu nas 27 capitais, com destaque para Brasília (–10,27%). O tomate despencou em 26 cidades, chegando a –27,39% em Porto Alegre. Leite, açúcar e café em pó também ajudaram a puxar a cesta para baixo na maioria dos estados.

“É mais dinheiro no bolso do povo. Estamos colhendo a maior safra da história e o consumidor sente isso no supermercado com produtos mais baratos e de qualidade”, comemorou o presidente da Conab, Edegar Pretto.








