A cada ano, milhares de pessoas — entre moradores e turistas — acompanham o percurso que passa pelas principais vias do centro da capital

O tradicional bloco A Banda voltou a arrastar uma multidão pelas ruas do centro de Macapá na terça-feira de Carnaval, reafirmando sua posição como o maior bloco de sujos da Região Norte do país. A manifestação cultural, que há décadas integra o calendário oficial da folia amapaense, transforma a cidade em um grande palco a céu aberto, reunindo gerações de foliões.
Criado em 1965 por um grupo de amigos liderados pelo jornalista Raimundo Ladislau, o bloco nasceu com espírito irreverente e crítico, característica que permanece até hoje nas fantasias criativas e bem-humoradas usadas pelos participantes. Desde então, são mais de seis décadas de história, consolidando A Banda como patrimônio cultural e símbolo da identidade carnavalesca do Amapá.

A cada ano, milhares de pessoas — entre moradores e turistas — acompanham o percurso que passa pelas principais vias do centro da capital. Vestidos com trajes improvisados, máscaras e adereços inusitados, os chamados “sujos” mantêm viva a essência popular do bloco, marcado pela espontaneidade e pela sátira social.

Além da festa, o evento também movimenta a economia local, beneficiando ambulantes, comerciantes e trabalhadores informais. A programação conta com apoio do poder público e reforço na segurança, garantindo tranquilidade aos participantes durante toda a terça-feira de Carnaval.
Ao longo dos anos, A Banda se consolidou não apenas como evento festivo, mas como manifestação cultural que atravessa gerações, mantendo viva a tradição do Carnaval de rua em Macapá. Mais do que um bloco, é um símbolo da alegria, da resistência cultural e da criatividade do povo amapaense.








