O desdobramento marca a segunda ação no intervalo de 48h, voltada ao mesmo tipo de delito na capital.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18/6), a Operação Lar Seguro II, com o objetivo de reprimir o crime de armazenamento de material contendo abuso sexual infantil no Estado do Amapá. O desdobramento marca a segunda ação no intervalo de 48h, voltada ao mesmo tipo de delito na capital.
Detalhes da Operação Lar Seguro II
Conforme comunicado oficial da PF, agentes cumpriram mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão no Centro Especial de Custódia, no bairro Zerão, em Macapá. A investigação identificou indícios de que um detento, já condenado a mais de 60 anos de pena por outros crimes, armazenava em seu celular pelo menos 89 imagens e vídeos de abuso sexual infantil. Além disso, foram constatadas tentativas de acesso a um e-mail de propriedade do investigado, bloqueado pelo Google em 2021 por conter arquivos com conteúdo de exploração sexual infanto-juvenil. Caso confirmadas as suspeitas, ele poderá responder criminalmente pelo armazenamento de material pornográfico infantil, tipificado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Arquivo Proibido
Esta ação sucede a Operação Arquivo Proibido, realizada pela PF em 16 de junho de 2025, na qual foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no bairro Infraero, zona norte de Macapá, e apreendidos fotos e vídeos de abuso sexual infantil. A proximidade temporal entre as duas operações evidencia o foco crescente das autoridades federais na identificação de redes e indivíduos que detêm ou compartilham esse tipo de material no estado. A policialização dessas condutas tem resultado em prisões preventivas e em medidas cautelares para evitar nova propagação de conteúdo criminoso.
Reincidência de operações
Casos de armazenamento e distribuição de material envolvendo abuso sexual infantil têm se mostrado recorrentes no Amapá, refletindo padrões observados em outras regiões do país. A intensificação das ações levou a sucessivos mandados de busca e prisão, muitas vezes mobilizando equipes especializadas em crimes cibernéticos e cooperação com provedores de internet e plataformas digitais para identificação de conteúdos ilícitos.
A sequência de operações em dias consecutivos evidencia o crescimento da conduta criminosa, com prisões preventivas e buscas que visam interromper a circulação de conteúdo ilícito.








