Justiça autoriza destruição de equipamentos usados em esquema de ouro ilegal que operava em Macapá

Os itens foram apreendidos durante uma operação da Polícia Federal que investigou um esquema de comércio ilegal de ouro

A Justiça Federal do Amapá autorizou nesta semana a destruição de um forno de fundição de ouro e a destinação de cilindros de oxigênio para uso hospitalar. Os itens foram apreendidos durante uma operação da Polícia Federal que investigou um esquema de comércio ilegal de ouro com base em Macapá, cujo centro de operações funcionava sob a fachada de uma loja de açaí e guaraná na capital.

A decisão, assinada pelo juiz federal Pedro Henrique Cavalcanti Brindeiro, da 4ª Vara Federal Criminal da SJAP, atendeu a pedidos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O inquérito apura crimes de receptação qualificada de ouro e porte ilegal de arma de fogo, atribuídos a Gilliard Miranda Viana, Walace do Nascimento Pereira e Cíntia Araújo dos Santos, entre outros investigados.

Segundo informações de investigações anteriores divulgadas pela imprensa, a loja, que funcionava como ponto comercial legítimo, escondia nos fundos um verdadeiro laboratório de refino de ouro, equipado com maçaricos, moldes, balanças de precisão e o forno agora destruído por ordem judicial.

Equipamento seria reintroduzido no crime, diz juiz

Na decisão, o juiz afirma que o forno apreendido não possui finalidade lícita em posse de particulares e representava risco à ordem pública por seu possível reuso por organizações criminosas. “A manutenção do bem representa risco à ordem pública, podendo ser reintroduzido no ciclo criminoso”, justificou o magistrado.

Cilindros vão para hospital e dados do CFTV serão acessados

Já os cilindros de oxigênio, embora utilizados na operação de fundição ilegal, foram considerados de utilidade pública e serão encaminhados ao Hospital de Emergência de Macapá, conforme manifestação de interesse da direção da unidade de saúde.

A decisão também autorizou o acesso aos documentos físicos e digitais apreendidos no local, como cadernos de anotações e imagens do circuito interno de segurança. O conteúdo, segundo o juiz, poderá “identificar outros envolvidos e reconstituir a dinâmica da organização criminosa”.

Investigação prossegue; fiança ainda não foi comprovada

Apesar da liberação provisória dos investigados, o processo aponta que a fiança imposta judicialmente ainda não foi comprovadamente quitada. As defesas foram intimadas a apresentar o comprovante em até cinco dias.

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