No documento, ao qual o portal ConectAmapá teve acesso, Castro aponta supostas falhas graves na condução do inquérito

O comunicador Heverson Castro protocolou nesta quinta-feira (21) uma representação na Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública do Amapá (Sejusp) contra o delegado Raphael Paulino, responsável pelo inquérito que apura a agressão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), ao jornalista Iran Froes, além da prisão de toda a equipe de reportagem pela Guarda Municipal de Macapá.
No documento, ao qual o portal ConectAmapá teve acesso, Castro aponta supostas falhas graves na condução do inquérito. Entre elas, a alegação de que o delegado não teria considerado o vídeo anexado ao Boletim de Ocorrência, classificado pelo comunicador como prova fundamental da dinâmica dos fatos.

Acusações de irregularidades no procedimento
Segundo a representação, o delegado teria cometido inversão no rito processual ao ouvir o prefeito Furlan apenas após a oitiva dos investigados, medida que, na avaliação da defesa, teria prejudicado a isenção da investigação. Além disso, Castro destaca que antes mesmo da conclusão do inquérito, Paulino havia utilizado suas redes sociais para manifestar apoio político ao atual prefeito e, inclusive, à sua possível candidatura ao governo do Estado em 2026.
Suspeição e questionamentos sobre imparcialidade
As manifestações públicas de apoio a Furlan, publicadas pelo delegado e posteriormente apagadas após a repercussão nacional do caso, foram salvas e compartilhadas por internautas. O fato reforçou os questionamentos sobre a imparcialidade do investigador.
Para especialistas ouvidos pelo ConectAmapá, a vinculação política explícita do delegado ao grupo do prefeito poderia configurar suspeição, o que exigiria seu afastamento imediato do caso para preservar a credibilidade das apurações.
Próximos passos
A Corregedoria da Sejusp deverá analisar a representação e decidir se abre procedimento disciplinar contra Paulino. O episódio amplia a tensão em torno do caso Furlan, que já resultou na abertura de uma Comissão Processante pela Câmara Municipal de Macapá, e mantém em evidência a relação conflituosa entre o prefeito e a imprensa local.








