O prédio onde funciona o anexo da Escola Municipal Professora Lúcia Neves Deniur, é alugado pela prefeitura de Macapá

Pais de alunos do anexo da Escola Municipal Professora Lúcia Neves Deniur, localizada na zona norte de Macapá, decidiram denunciar a situação crítica enfrentada por crianças e professores devido ao calor insuportável dentro das salas de aula. O problema tem levado à redução da carga horária e à liberação antecipada das turmas.
Aulas encurtadas e crianças afetadas
De acordo com os relatos, os alunos do turno da manhã estão sendo liberados às 10h, enquanto os do turno da tarde deixam a escola por volta das 16h — antes do horário regular. “Mesmo com a redução no horário, não tem quem suporte o calor aí dentro a partir das 10 horas da manhã. Fico imaginando a situação das crianças que estudam à tarde”, afirmou um dos pais, que pediu para não ser identificado.
Ainda conforme os relatos os mais afetados seriam as crianças do ensino infantil, em especial as crianças com problemas respiratórios, que ficam agitadas e não conseguem acompanhar as atividades.

Estrutura precária
O prédio onde funciona o anexo da escola é alugado pela prefeitura de Macapá e, segundo os denunciantes, possui centrais de ar e uma rede elétrica interna restaurada recentemente. O problema, porém, estaria na ligação externa de energia, que não suporta a sobrecarga, impedindo o funcionamento dos aparelhos de climatização.
“Creio que a responsabilidade é do proprietário do prédio alugado. Se recebe da prefeitura, deve dar solução comprando um transformador. Mas a prefeitura tem que fiscalizar e cobrar a solução”, protestou outro pai de aluno ouvido pela reportagem. O
O proprietário do imóvel é um cidadão por nome Pimentel, responsável também pelo contrato de aluguel de outros imóveis para a Secretaria de Educação da Prefeitura de Macapá.
Prejuízo ao aprendizado
Para os pais, a situação não apenas compromete o bem-estar das crianças, mas coloca em risco o aprendizado e o ano letivo, já que dificilmente a escola terá condições de repor todas as aulas perdidas.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Prefeitura de Macapá sobre o caso.








