O objetivo do projeto é promover a sustentabilidade e fortalecer a cadeia produtiva do açaí de várzea em comunidades ribeirinhas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecúaria (Embrapa) realiza de 6 a 8 de outubro, em Afuá-PA, uma oficina sobre a produção artesanal de vinho de açaí, com foco em inovação, geração de renda e conservação da floresta, uma novidade que alia conhecimento científico e tradição amazônica.
A oficina será ministrada pelo ex-governador do Amapá, João Alberto Capiberibe, proprietário do empreendimento Flor de Samaúma, pioneiro na produção de fermentado de açaí no Amapá.
“Para mim, filho de Afuá, é motivo de grande emoção retornar à minha terra natal, agora aos 78 anos, ao lado de Janete, para compartilhar conhecimentos que unem tradição e ciência em benefício das comunidades ribeirinhas” declarou Capiberibe sobre a experiência. Ainda segundo Capiberibe, trata-se de “uma iniciativa que valoriza a sociobiodiversidade amazônica e fortalece a economia local, sempre com a floresta em pé”.
Durante a realização da 54° Expofeira Agropecuária do Amapá, em setembro, a Embrapa fez o lançamento da publicação “Produção de fermentado alcoólico de açaí para comunidades produtoras, seguindo as boas práticas de fabricação” que faz parte do projeto financiado pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), intitulado “Implantação de soluções tecnológicas e de qualificação para a sustentabilidade da bioeconomia do açaí de várzea em comunidades ribeirinhas do distrito de Bailique no município de Macapá-AP e município de Afuá-PA”. O objetivo do projeto é promover a sustentabilidade e fortalecer a cadeia produtiva do açaí de várzea em comunidades ribeirinhas dessas regiões, integrando capacitação, manejo sustentável e inovação tecnológica.
Na ocasião a Embrapa apresentou os resultados dos testes físico-químicos e sensoriais conduzidos em parceria com a equipe da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE), que avaliaram parâmetros como acidez, teor alcoólico, aroma e sabor da bebida. Os resultados garantem a qualidade e a padronização do chamado açaí tinto. O objetivo foi oferecer orientações seguras para que a bebida seja produzida com qualidade, respeitando normas sanitárias e valorizando o potencial do açaí como base de novos negócios vinculados ao conceito de bioeconomia da Amazônia.
Na ocasião da instituição de pesquisa








