Jornal Estadão diz que “Vinho” de açaí é atração na COP 30

Segundo a matéria, em tempos de COP 30, ele (Capiberibe) ganha fama pelo seu “vinho” de açaí

O vinho tem feito sucesso no momento em que políticos e especialistas discutem o clima na Amazônia, diz o jornal
O vinho tem feito sucesso no momento em que políticos e especialistas discutem o clima na Amazônia, diz o jornal

Em matéria publicada neste domingo (16/11), na colana Le Vin Filosofia, assinada por Suzana Barelli, o jornal o O Estado de São Paulo (Estadão) destacou o sucesso do “vinho” de açaí na COP 30, produzido no Amapá pelo ex-governador e senador João Capiberibe. Segundo a matéria, em tempos de COP 30, ele (Capibrib) ganha fama pelo seu “vinho” de açaí.

“Isso mesmo: João fermenta a polpa do açaí e a transforma em uma bebida alcoólica, chamada informalmente de “vinho” de açaí e, oficialmente, de Tinto de Açaí. E que tem feito sucesso nesta semana em que políticos e especialistas discutem o clima na Amazônia” diz o jornal.

O nome tem explicação legal. Pela legislação brasileira (e também da maioria dos países) só pode ser chamado de vinho a bebida que resulta da fermentação da uva. Mas há várias outras frutas brasileiras que são fermentadas, como caju, jabuticaba e cupuaçu, e que dão origem a bebidas fermentadas – para quem quer conhecer mais, tem a Cia dos Fermentados, que valoriza estas bebidas.

A diferença é que, entre as demais frutas fermentadas, o açaí traz maiores semelhanças com a uva. Estudo da Embrapa, por exemplo, identificou semelhanças em seus aspectos físico-químico, entre as duas frutas, quando fermentadas. “A composição da uva e do açaí é semelhante”, afirma ele. Além das notas aromáticas de frutas vermelhas, os dois “vinhos” têm taninos e antocianos, além de uma acidez que garante o seu equilíbrio no paladar. E teor alcoólico semelhante, entre 10% e 14% de álcool.

João começou a fermentar o açaí durante a pandemia do coronavírus, depois de ser presenteado com uma garrafa desde “vinho”, elaborado no Acre. A fermentação deu certo, e em 2023 ele começou a produzir comercialmente, com a marca Flor da Samaúma. Atualmente, elabora oito “vinhos” diferentes, definidos pelo estágio ou não em contato com a madeira – ele não utiliza barricas de carvalho, mas trabalha com chips, que são pequenos pedaços de carvalho que, colocados junto com a bebida em sua fermentação, confere notas de carvalho (a técnica é utilizada por vários produtores de vinho).

Em setembro último, ele foi surpreendido com uma declaração do presidente Lula de que iria servir “vinho” de açaí durante a COP 30. A declaração repercutiu nas vendas no Tinto de Açaí principalmente em restaurantes. Aos interessados, o “vinho” de açaí e também o de cupuaçu, pode ser encomendado.

E os “vinho de açaí” custam entre R$ 64,90 e R$ 150. Aos interessados, a bebida pode ser encontrada no emporio-amazoniaa.lojaintegrada.com.br, com entrega em todo o Brasil.

UOL

O site de notícias UOL também publicou matéria no último dia (12/11) destacando o sucesso do vinho na COP 30.

Para Daniela Celuppi, assessora para assuntos de clima da Unicafes (União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária), além de trazer as novidades, ter um estande na COP30 é a chance de mostrar a origem dos alimentos. “Aqui é tudo da agridultura familiar”, afirma. Ali no espaço comercializam cerveja de umbu, bala de licuri e geleia de seriguela juntamente com café e frutas liofolizadas,

Max Teixeira veio para a COP30 na delegação da prefeitura de Porto Seguro. Na hora do almoço, aproveitou para passar na Brasil BioMarket. Estava em dúvida sobre o que levar para casa: se a cachaça ou o vinho de açaí. “Acho que vou levar o vinho de presente para minha mulher” disse ao UOL.

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