Amapá lidera preservação da Amazônia; MT, RO e MA concentram maior desmatamento

Com 95% do território ainda coberto por vegetação nativa, o Amapá figura entre os líderes de preservação na Amazônia

Levantamento do MapBiomas, lançado nesta segunda (15/09), mostra que o Amapá permanece o estado mais preservado da região Amazônica. O estado tem 95% do território com vegetação nativa, seguido por Roraima (94%) e Amazonas (93%). No extremo oposto, Mato Grosso (62%), Rondônia (60%) e Maranhão (67%) aparecem como os estados com menor proporção de cobertura natural dentro do recorte amazônico.

Com 95% do território ainda coberto por vegetação nativa, o Amapá figura entre os líderes de preservação na Amazônia, ao lado de Roraima e Amazonas. Esse patamar contrasta com a realidade do arco do desmatamento, onde Mato Grosso, Rondônia e Maranhão exibem os menores percentuais de cobertura natural.

O mapa estadual do MapBiomas também indica que a agropecuária — especialmente pastagem — é o principal motor da conversão de florestas no bioma; porém, a intensidade dessa pressão é significativamente menor no Amapá do que nos vizinhos do arco (MT, RO, MA e partes do PA/TO).

Mineração e agricultura: tendências que pesam mais fora do AP

A mineração na Amazônia cresceu 16 vezes em 40 anos (de 26 mil ha para 444 mil ha) e metade dessa expansão ocorreu na última década — dinâmica mais presente em estados como Pará, Mato Grosso e Rondônia do que no Amapá.

A soja ocupa 5,9 Mha (2024) e expandiu-se sobretudo pós-moratória (2008) em áreas já abertas (pastagens e agricultura), com maior concentração em MT, RO e PA — novamente, cenários menos representativos no Amapá.

Em síntese

O Amapá aparece como referência de conservação dentro da Amazônia, mantendo uma proporção muito alta de vegetação nativa e sofrendo pressões antrópicas relativamente menores que as registradas em Mato Grosso, Rondônia e Maranhão — estados que reúnem mais conversão para pastagens e agricultura e perda acumulada de florestas. Para o período 1985–2024, o retrato regional confirma: onde a agropecuária avança com mais força, a vegetação nativa recua, e o Amapá é um dos poucos a contrapor essa tendência com alta preservação.

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