Amapá registra terceira maior saldo migratório negativo no país

Para levantar os dados, o instituto calcula o saldo migratório de data fixa para cada unidade da federação

De acordo com o Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o Amapá (-2,40) registrou a terceira maior saldo migratório negativo, o que significa que a saída de moradores locais (emigrantes) superou a entrada de habitantes de outras regiões do país (imigrantes).

Com taxa de -3,64 o Distrito Federal,  lidera o ranking, seguido pelo Acre com taxa de -2,87.

Para levantar os dados, o instituto calcula o saldo migratório de data fixa para cada unidade da federação.

Na prática, esse indicador mede a diferença entre as pessoas que um estado conseguiu atrair (imigrantes) e as que deixaram o mesmo local (emigrantes), considerando um período de cinco anos.

No Censo mais recente, o IBGE avaliou os fluxos ocorridos de 2017 para 2022 –intervalo que inclui a pandemia de Covid 19 .

A pesquisa não detalha o que motivou as mudanças, mas processos migratórios tradicionalmente estão bastante associados a fatores como Mercado de Trabalho, diz Marcelo de Sousa Dantas, analista do IBGE. Além disso, os movimentos migratórios também podem indicar um retorno de habitantes para os seus locais de origem.

Santa Catarina, por sua vez, teve o maior ganho populacional do país ao registrar saldo migratório positivo de 354,4 mil pessoas em 2022. O número reflete a chegada de 503,6 mil imigrantes e a saída de 149,2 mil emigrantes.

A ida de paraenses para o estado do Sul foi um dos pontos destacados pelo IBGE. O tema, inclusive, já virou foco de análise no meio acadêmico. A busca por emprego é fator preponderante.

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