Amazônia registra 3º menor desmatamento da história

No acumulado do atual governo (desde 2023), houve uma redução na devastação de 50% na amazônia e 34,9% no cerrado

A taxa de desmatamento na Amazônia Legal atingiu o terceiro menor patamar da série histórica (desde 1988), com 5.796 km², uma redução de 11% com relação ao ciclo anterior e que representa um cenário semelhante ao registrado dez anos atrás.

No cerrado, cuja área total é metade do tamanho da amazônia, houve uma devastação maior, de 7.235 km². Mesmo assim, esse foi o menor valor para o bioma em cinco anos, 11,5% a menos que o período anterior e a segunda diminuição em sequência.

Os dados são do sistema Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial), para o agregado de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025 —que é o ano-referência para mensuração da derrubada da floresta no Brasil.

No acumulado do atual governo (desde 2023), houve uma redução na devastação de 50% na amazônia e 34,9% no cerrado.

“Nem nos melhores planos eu imaginaria que chegaríamos nesse momento com redução de 50% na amazônia em comparação com 2022”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Na amazônia, a taxa registrada neste último ciclo está atrás apenas do período de 2011 a 2012 (4,6 mil km²) e de 2013 a 2014 (5 mil km²).

A taxa de desmate explodiu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), impulsionado tanto por queimadas, mas também por atividades ilegais, como o garimpo ou a extração de madeira.

A queda começa em em 2022, e se acentua nos anos seguintes. Integrantes do governo atribuem essa queda à retomada de políticas de proteção florestal pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que repetem a estratégia usada durante sua primeira passagem na pasta (de 2003 a 2008), também sob gestão de Lula.

Na primeira experiência como ministra, ela implementou o PPCDAm (Plano de Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia), o que fez a devastação despencar de 27,8 mil km² em 2004 para 4,6 mil km² em 2012.

O plano foi encerrado pelo governo Bolsonaro, e reativado com a volta da ministra ao cargo.

“Em que pese os interstícios de apagão de política ambiental e combate ao desmatamento, ao retomar esse arranjo que foi pensado pela equipe do ministério do meio ambiente em 2004, quando nós atualizamos e colocamos em pratica […] os resultados são visíveis”, afirmou Marina.

Se historicamente a derrubada da floresta é a principal causa de desmatamento no Brasil, nos últimos anos os incêndios vêm se agravando, em razão da mudança climática, o que faz com que este fator se torne cada vez mais um vetor importante de destruição.

Em 2022, por exemplo, 7% da área devastada na Amazônia se deu pela chamada “degradação progressiva”, classificação técnica que engloba as queimadas, e o resto foi por “corte raso”, a forma mais tradicional.

Em 2025, a parcela que compreende os incêndios passou a 38%. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que se não fosse o fogo, teria sido registrada a menor taxa de desmatamento da história.

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