No Amapá, integrantes do próprio movimento atribuíram o esvaziamento do ato à falta de unidade entre lideranças de direita

O ato bolsonarista realizado neste domingo (01/03), na orla de Macapá, reuniu pouco mais de 20 pessoas, segundo imagens divulgadas nas redes sociais pelos próprios participantes. As fotografias e vídeos publicados mostram um número reduzido de manifestantes no ponto turístico da capital amapaense.
A mobilização ocorreu de forma simultânea em diversas cidades do país. A convocação nacional foi feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participou de atos em Belo Horizonte e também em São Paulo, onde houve concentração de apoiadores.
Baixa adesão e críticas internas
No Amapá, integrantes do próprio movimento atribuíram o esvaziamento do ato à falta de unidade entre lideranças de direita no estado. Segundo relatos publicados em redes sociais, haveria divisão interna e foco em “projetos pessoais”, o que teria comprometido a mobilização.
Na prática, desde o encerramento do acampamento em frente ao quartel do Exército em Macapá — que se manteve após as eleições de 2020 — os atos ligados ao bolsonarismo vinham registrando queda gradual de adesão na capital.
Cenário nacional
Em São Paulo, o ato deste domingo também registrou público abaixo do esperado por organizadores. De acordo com estimativas divulgadas nacionalmente, a mobilização teve o segundo pior público da série recente de manifestações do grupo, superando apenas o ato realizado em agosto de 2025, que reuniu cerca de 37,6 mil pessoas.
O cenário indica um momento de retração na capacidade de mobilização de rua do movimento em algumas capitais, inclusive em Macapá, onde o comparecimento ficou bastante aquém de atos anteriores realizados nos últimos anos.
Apesar do número reduzido de participantes na capital amapaense, apoiadores afirmam que pretendem manter a articulação para futuras mobilizações.








