Fraudes com Pix, perfis falsos e clonagem de cartão lideram ocorrências no período, alerta especialista

| Com a proximidade do Carnaval, período marcado pela maior circulação de pessoas e pelo uso intenso do celular durante festas e blocos de rua, cresce também o risco de golpes financeiros praticados por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. Segundo Heider Rodrigues da Silva, coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, a combinação entre desatenção, pressa e falsas situações de urgência é um dos principais fatores explorados por criminosos nessa época do ano. Pesquisa divulgada pela fintech Koin sobre fraudes no Carnaval aponta que os golpes mais recorrentes no período envolvem Pix ou QR Code adulterado (46,4%), perfis falsos oferecendo produtos ou serviços (35,7%) e clonagem de cartão ou cobranças indevidas (21,4%). O levantamento também indica que parte significativa das vítimas registra prejuízos financeiros superiores a R$ 1.000. “Apesar dos investimentos de instituições financeiras e empresas em segurança digital, bem como em campanhas de orientação aos clientes, o que está na mira do criminoso é, principalmente, a desatenção do público. Por isso, é fundamental conhecer as modalidades de fraude e entender as consequências dessas ações. Mesmo após o golpe, ainda é baixo o número de pessoas que recorrem à Justiça para buscar a reparação dos prejuízos”, afirma o professor. Os golpes costumam começar com mensagens enviadas por aplicativos de conversa, muitas vezes utilizando fotos e nomes retirados de redes sociais para simular perfis de familiares ou amigos. Em geral, os criminosos criam situações de urgência, como supostos problemas financeiros inesperados ou alegações de bloqueio de contas, para induzir a vítima a realizar transferências via Pix ou fornecer dados bancários. Mesmo quando a fraude se concretiza, especialistas alertam que agir rapidamente pode reduzir os prejuízos. A vítima deve comunicar imediatamente familiares e contatos próximos, a fim de evitar novas tentativas, trocar senhas de bancos, e-mails e redes sociais e entrar em contato com a instituição financeira para o bloqueio de cartões ou contas. O registro de um boletim de ocorrência, seja on-line ou presencial, é essencial para contestar transações e solicitar eventual ressarcimento. Dependendo do caso, o apoio jurídico também pode ser fundamental. Como se proteger durante o Carnaval · Desconfie de pedidos de dinheiro ou transferências fora do padrão, mesmo que venham de contatos conhecidos; · Evite clicar em links enviados por mensagens ou redes sociais; · Nunca compartilhe senhas, dados bancários ou códigos de verificação; · Confirme situações urgentes por meio de uma ligação de voz; · Mantenha o celular com senha, autenticação em duas etapas e aplicativos atualizados. Em um cenário de crescimento contínuo das fraudes digitais, a informação e a atenção seguem sendo as principais aliadas dos foliões para aproveitar o Carnaval com mais segurança e tranquilidade. Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog. |








