Caso Monte Tabor aponta violência e tentativa de uso de comunidades rurais pelo crime, no Amapá

O caso se soma a outras duas ações recentes das forças de segurança de apreensão de grandes volumes de droga, também no interior do estado.

A Polícia Federal deflagrou na ultima quarta-feira (13) a Operação Monte Tabor, revelando um cenário que, até poucos anos atrás, parecia inimaginável no Amapá: uma comunidade rural sendo usada por facção criminosa para tráfico de drogas, posse ilegal de armas e, possivelmente, como cemitério clandestino. A ação ocorreu em Porto Grande, município a 103 km de Macapá.

O caso chamou a atenção não só pelos fatos divulgados pela Policia Federal, mas também pela presença do crime no interior do estado e se soma a outras duas ações recentes das forças de segurança, também no interior do estado.

Em junho passado cerca de 400 quilos de cocaína foram apreendidos durante uma ação conjunta da Polícia Civil do Amapá com a Polícia Federal. A apreensão ocorreu no distrito do Abacate da Pedreira, na zona rural de Macapá. Segundo as forças de segurança foi a maior apreensão de drogas no estado.

Pouco antes, mais precisamente em junho de 2024, uma ação da Polícia Civil do Amapá resultou na apreensão de 218 quilos de droga do tipo skank no município de Laranjal do Jari, no extremo sul do estado.

Caso Monte Tabor

Na Operação Monte Tabor a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Comunidade Monte Tabor e no Assentamento do Munguba.

As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima, que apontava a ocupação da comunidade por membros de facção, com a prática de crimes que antes pareciam restritos a grandes centros urbanos. Durante a apuração, surgiram indícios de que a área poderia esconder um cemitério clandestino — elemento que reforça o nível de violência e ousadia do crime organizado no estado.

Crime

Nos últimos anos, o Amapá, historicamente distante das estatísticas de crimes de alta complexidade ligados a facções, passou a registrar episódios cada vez mais graves. O uso de áreas rurais para ocultar atividades ilícitas e até cadáveres demonstra que o crime organizado rompeu barreiras geográficas e sociais, avançando para regiões antes consideradas seguras.

Se confirmada a existência do cemitério clandestino, o episódio entrará para a história recente do Amapá como um marco sombrio — a prova de que o crime organizado deixou de ser um fenômeno distante para se tornar uma ameaça concreta e presente no cotidiano local.

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