Os dados, que trazem o panorama da educação brasileira, são de responsabilidade do Inep

O Censo Escolar do Ministério da Educação aponta a redução de 1 milhão de matrículas de 2024 a 2025 na educação básica, o que representa a maior queda de matrículas em quase duas décadas. A variação negativa mais intensa ocorreu no ensino médio e também houve redução de alunos na educação infantil, o que não ocorria desde a pandemia.
A edição de 2025 do Censo Escolar foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo MEC (Ministério da Educação). Os dados, que trazem o panorama da educação brasileira, são de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao ministério.
Das vinte e seis unidades da federação, mais o distrito federal, somente Amapá, Goiás e Distrito Federal registraram crescimento no número de alunos matriculados no ensino médio.
De acordo com os números divulgados o Amapá saltou de 28.937 alunos matriculados em 2024, para 29.010 em 2025.


São Paulo foi o estado que registrou a maior queda de matrículas no ensino médio no ano passado. O recuo registrado nas escolas estaduais paulistas é 2,5 vezes o registrado na média das redes estaduais de todo o país.
Estados
As redes estaduais são responsáveis por 82% das matrículas do ensino médio no país. Em 2025, elas tiveram uma queda de 6,62% no número de matrículas em relação ao ano anterior.
Em 2024, as redes estaduais tinham 6.475.182 estudantes matriculados. Esse número caiu para 6.046.720 no ano passado —as escolas estaduais perderam quase meio milhão de alunos em apenas um ano (428.462).
Fenômeno
Não foram disponibilizadas informações mais robustas que permitam explicar o fenômeno, como taxas de abandono, reprovação e aprovação. Os dados, entretanto, indicam uma possível evasão ou abandono de estudos, sobretudo entre estudantes com menos de 18 anos.
Entre os estudantes com mais de 20 anos, o número de matrículas caiu quase pela metade. Em 2024, as escolas estaduais tinham 3.850 estudantes acima dessa idade cursando o ensino médio. Em 2025, eram apenas 1.958.
EJA
Não houve, no entanto, aumento de matrículas na EJA (Educação de Jovens e Adultos), modalidade para aqueles que não tiveram o direito de estudar na idade adequada.
Em 2024, 101.632 alunos estavam matriculados nas turmas dessa modalidade nas escolas paulistas. Esse número caiu para 82.530, em 2025 —redução de 18,8%.
Mais uma vez o Brasil atingiu o menor patamar de matrículas de EJA desde o início da série histórica, em 1996. Eram 2.391.319 milhões de jovens e adultos matriculados nessa modalidade em 2024, mas houve recuo para 2.252.069, em 2025.








