Chef oficial da COP30 revela que seu prato mais famoso leva camarão-rosa do estuário das ilhas de Macapá

Saulo foi nomeado o chef oficial da COP30 e esteve em evidência diante da recente recusa de cozinhar para o príncipe William

Em 2025, Jennings foi nomeado o primeiro embaixador do turismo gastronômico da ONU
Em 2025, Jennings foi nomeado o primeiro embaixador do turismo gastronômico da ONU

O paraense Saulo Jennings, 47, está acostumado a preparar pratos para políticos e famosos. No ano passado, Jennings foi nomeado o primeiro embaixador do turismo gastronômico da ONU, cujo fórum mundial será realizado em Santarém, em 2026, como anunciado no último mês.

Saulo foi nomeado o chef oficial da COP30 e esteve em evidência diante da recente recusa de cozinhar para o príncipe William, que solicitou um cardápio vegano em sua visita ao Brasil.

Além de ser amigo próximo da cantora de tecnobrega Gaby Amarantos, conhecida como a “Beyoncé do Pará”, com quem se uniu para divulgar a cultura paraense, foi responsável pelo catering de Mariah Carey, que em setembro cantou numa ilha isolada no Pará, a uma hora de barco de Belém.

O Chef paraense abril seu primeiro restaurante com certo improviso, há 16 anos, e hoje detém um império, com cinco restaurantes, que recebem mais de 30 mil pessoas por mês, três cafés, um barco e dois hotéis, além de novos projetos em andamento.

O camarão rosa do Amapá

Seu prato mais vendido, em todas as casas, é o que leva o nome do restaurante, Casa do Saulo. Coincidentemente, foi também a primeira criação de Jennings na cozinha. Trata-se de um peixe amazônico grelhado (pode ser tucunaré, filhote ou pirarucu) combinado a um creme de castanhas com leite de coco, banana-da-terra grelhada e camarão-rosa, do estuário das ilhas da região de Macapá. “É o que mais vende, disparado, algo como mil unidades a mais do que o prato vendido em segundo lugar.”

O camarão-rosa (F. subtilis) se distribui na faixa de águas tropicais do Atlântico Leste que se estende de Cuba até o estado do Rio de Janeiro, Brasil. Na costa norte, os juvenis são encontrados nas áreas de mangue ao longo de toda faixa costeira e, à medida que vão se desenvolvendo, realizam a migração para águas mais profundas, no sentido Noroeste, com maior intensidade a partir de novembro. Este ciclo fica evidenciado pelas capturas de indivíduos jovens na região mais costeira do Pará, principalmente no período e outubro a janeiro, enquanto indivíduos de maior porte são capturados nas águas oceânicas do Amapá, principalmente no período de julho a setembro.

O camarão rosa do Amapá é uma espécie marinha importante para a pesca na região Norte, caracterizada por um sabor levemente adocicado e carne carnuda. É utilizado em diversas receitas locais, como o ensopado regional e o camarão na moranga.

A cadeia de valor do camarão regional-da-amazônia, que envolve tanto o estado do Amapá quanto o estado do Pará, apresenta grandes desafios e gargalos, desde o elo de produção até os consumidores finais. Esses desafios dificultam a geração de renda, principalmente para as comunidades tradicionais que realizam a pesca artesanal nessa região do estuário amazônico. Capturado e comercializado em abundância até a década de 90, o produto aos poucos tem a oferta reduzida no mercado enquanto os preços crescem cada vez mais.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!