A enxurrada transformou ruas em verdadeiros rios, comprometendo o trânsito de veículos, pedestres e ciclistas e colocando a população em risco de acidentes
As fortes chuvas que caíram sobre Macapá nos últimos dias expuseram a fragilidades na infraestrutura urbana da capital amapaense, revelando a falta de saneamento básico e drenagem eficiente de águas pluviais e evidenciando problemas em prédio públicos da prefeitura.
A enxurrada transformou ruas em verdadeiros rios, comprometendo o trânsito de veículos, pedestres e ciclistas e colocando a população em risco de acidentes. Em alguns bairros, como o Congós, prédios públicos também foram afetados.
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Congós, um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra a água das chuvas descendo pelo forro do prédio.
“Parei para passar a chuva, mas é melhor ficar na chuva”, desabafou a autora do vídeo, destacando as péssimas condições do posto de saúde.
No mesmo vídeo, outro morador protesta diretamente contra o prefeito Antônio Furlan (MDB), responsabilizando a gestão municipal pela situação.
Redes sociais como palco de protestos
A crise ganhou dimensão nas redes sociais, onde moradores cobraram providências da prefeitura. Muitos internautas criticaram o contraste entre a falta de investimentos em infraestrutura essencial e a ênfase da atual gestão na construção de praças e espaços de lazer.
“De que adianta praça bonita se a gente não consegue sair de casa quando chove?”, questionou uma moradora em um dos comentários mais compartilhados.
Desgaste político
Reeleito em 2024 com mais de 80% dos votos, Furlan construiu sua imagem como gestor eficiente durante o primeiro mandato, apostando em obras de impacto visual, como a revitalização de praças.
No entanto, a situação gerada pelas chuvas tem minado esse capital político. A percepção crescente entre parte da população é de que o prefeito priorizou obras de visibilidade imediata, mas negligenciou investimentos estruturais fundamentais, como saneamento, drenagem e manutenção urbana.
Analistas políticos avaliam que o episódio pode marcar uma virada na percepção do eleitorado: as praças e espaços de lazer, que antes geravam popularidade, já não têm o mesmo apelo diante de problemas cotidianos que afetam diretamente a vida da população.
Desafio para a gestão
As críticas apontam para a necessidade de um planejamento urbano mais robusto e sustentável, que priorize obras de infraestrutura capazes de prevenir alagamentos e reduzir danos à população.


Enquanto isso, as redes sociais seguem sendo o principal palco do descontentamento popular, onde vídeos, relatos e cobranças circulam em ritmo acelerado, pressionando a gestão municipal a dar respostas mais efetivas.








