De acordo com a denuncia, a farmácia do Papaléo Paes estaria sem abastecimento há mais de quatro meses

Uma denúncia enviada por usuários do serviço de saúde do município e confirmado por servidores que pediram anonimato revela um cenário de grave desassistência na farmácia do Hospital Papaléo Paes e no sistema de regulação de consultas especializadas da Prefeitura de Macapá. Segundo relatos, moradores têm enfrentado quatro meses ou mais sem acesso a medicamentos básicos, além de esperas que chegam a cinco meses para retornos médicos e consultas especializadas.
“Falta tudo do básico ao básico”
De acordo com a denuncia, a farmácia do Papaléo Paes estaria sem abastecimento há mais de quatro meses.
“Estamos enfrentando muitas dificuldades na farmácia do Papaléo… já são mais de quatro meses que não é abastecido com nada. Falta tudo do básico ao básico.”
O problema, segundo os denunciantes, não se restringe ao hospital. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também estariam sofrendo com a falta de medicações essenciais, deixando centenas de pacientes sem tratamento contínuo.
Regulação parada e meses de espera por consultas
Outro ponto grave apontado na denúncia é o funcionamento da Central de Regulação, responsável por marcar consultas e retornos com especialistas.
Segundo o relato, o agendamento estaria praticamente paralisado:
“A regulação que marca consultas e retorno parou de marcar. Estamos aguardando em média 3, 4 ou 5 meses para um retorno.”
Uma denunciante afirma estar aguardando desde final de outubro apenas para um retorno médico. Outras especialidades, como endocrinologia e ortopedia, estariam com espera ainda maior.
Ela finaliza dizendo que a gestão municipal não tem conseguido garantir o mínimo na saúde pública:
“O prefeito está deixando a desejar quanto à saúde do município.”
Outro lado
A reportagem está tentando contato com a Prefeitura de Macapá e com a direção do Hospital Papaléo Paes para que se manifestem sobre os pontos relatados, especialmente no que diz respeito à falta de medicamentos, à paralisação da regulação e às longas filas de espera para consultas especializadas.








