Segundo o administrador os caminhões são puxados por um trator, com cordas, o que é um grande risco de cair de uma altura de mais de 30 metros

O administrador da empresa Tratalix Serviços Ambientais, Alan Cavalcante, disse essa semana que as condições do aterro sanitário de Macapá são críticas, e podem até resultar em grave acidente.
A empresa tem contrato com a Prefeitura de Macapá e é responsável pelo recolhimento do lixo hospitalar na capital.
De acordo com o administrador os caminhões da empresa estão danificados por causa das condições do aterro, o que dificulta a entrada dos veículos no local de descarte do lixo hospitalar.
“Operação que levava 30 minutos, agora fazemos em até 12 horas, e os caminhões são puxados por um trator, com cordas, o que é um grande risco de cair de uma altura de mais de 30 metros. Tivemos gastos de mais de R$ 200 mil em pneus e amortecedores danificados na subida do aterro”, informou Alan durante uma reunião realizada pelo Ministério Público do Estado para apurar o acumulo de lixo hospitalar nas Unidades Básicas de Saúde.
Alan Cavalcante assumiu que houve atraso na coleta e justificou que a empresa enfrenta problemas, como falta de pagamento e condições de atuação no aterro sanitário, que impactam na prestação do serviço.
Os promotores deliberaram pela continuidade do acompanhamento pelo MP-AP até uma solução definitiva. “Nosso objetivo é que esta situação seja definida. Iremos acompanhar e cobrar para que a empresa receba os atrasados e realize seu serviço, e a PMM também cumpra seus compromissos com o meio ambiente e população”, disse a promotora Ivana Rios. Já a prefeitura ainda não se manifestou sobre a denuncia do empresário sobre a situação do aterro e quando pretende adotar medidas para a solução do problema.








