Encerra hoje o prazo para que Petrobras e Ibama prestem explicações ao MPF sobre vazamento na Margem Equatorial

Em nota, o MPF informou que os ofícios foram enviados no último dia 6 ao órgão ambiental e à petroleira

Segundo o MPF, a medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil em curso desde 2018

Encerra nesta quinta-feira (08/01), o prazo para que a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentem informações aos Procuradores do Ministério Público Federal no Amapá sobre o vazamento do fluido de perfuração da sonda da Petrobras que está em atuação na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do estado, que integra a chamada Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração de Petróleo.

Em regime de urgência, o pedido deu 48 horas para que a estatal e o Ibama, que licenciou a atividade, encaminhassem dados e documentos aos procuradores da República no estado. Em nota, o MPF informou que os ofícios foram enviados no último dia 6 ao órgão ambiental e à petroleira.

Entenda o incidente

A Petrobras informou ontem que, no último domingo, foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.

“A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo”, disse a estatal em nota. Segundo o Ibama, o vazamento não foi considerado grave e não representa risco ambiental, pois o fluido liberado é biodegradável e de baixa toxicidade.

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