Energia: Aneel deve anunciar novo reajuste tarifário em Rondônia, Acre e Amapá ainda em dezembro

O valor exato do aumento na tarifa ainda não foi divulgado

Com a privatização a conta de luz dos amapaenses aumentou significativamente
Com a privatização a conta de luz dos amapaenses aumentou significativamente

Segundo informações do site de notícias Valor Econômico, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve autorizar um novo reajuste de anergia elétrica no Amapá ainda neste mês de dezembro. Haverá o reajuste tarifário em Rondônia, Acre e Amapá, todas com previsão de impacto tarifário de dois dígitos.

O valor exato do aumento na tarifa ainda não foi divulgado, porém, independente da tarifa o resultado representa impacto na vida dos amapaenses, já penalizados por uma das maiores tarifas do país.

Em dezembro passado as tarifas da Equatorial Amapá (antiga CEA) aumentaram em média 36,08%, valo bem superior aos das demais concessionárias de distribuição do país, atingindo uma média de 33,29% na baixa tensão e de 44,87% na alta tensão.

Familias de baixa renda, muitas dependentes de programas sociais do Governo Federal e Governo Estadual afirmam pagar por mês, em média, R$ 600,00 por mês, mesmo tendo em casa apenas aparelho de televisão, geladeira e ventiladores. Sem condições de pagar, muitas dessas familias acumulam dividas dez mil reais com a Equatorial Energia.

Desde que a estatal CEA foi privatizada pelo ex-governador e hoje ministro do governo federal, Waldez Góes (PDT), os serviços passaram a ser exploradas pela empresa privada Equatorial Energia. Com a privatização a conta de luz dos amapaenses aumentou significativamente, comprometendo a renda familiar, principalemrten da polução de baixa renda, e até a atividade de pequenos empresários.

NOVA SISTEMA

Aneel deve avançar na discussão sobre a ampliação de uma modalidade tarifária diferente, com preços que variam ao longo do dia conforme o horário do consumo, ainda neste ano.

O relator do processo na agência, diretor Fernando Mosna, pretende levar o processo para a diretoria colegiada em 9 de dezembro, para abertura da consulta pública.

No modelo atual, grande parte dos consumidores conectados na baixa tensão, ou seja, que recebem energia diretamente da rede de distribuição comum, paga o mesmo valor de tarifa em qualquer momento do dia.

A proposta pretende alterar essa lógica, permitindo que o consumidor que se adaptar ao novo modelo perceba diferenças no valor pago. A medida busca incentivar o uso eficiente da eletricidade e adequar a precificação ao cenário atual do setor elétrico, sobretudo pela expansão das renováveis.

Durante parte da manhã e início da tarde, quando há maior geração solar, o custo de produção é mais baixo, o que implicaria tarifas menores. No horário de ponta, que varia conforme a região, ocorre o oposto: o consumo aumenta, a oferta de energia reduz com o pôr do sol e é necessário acionar fontes mais caras, como termelétricas. Por esse conjunto de fatores, o preço seria mais alto nessas faixas horárias.

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