O Instituto Zwanga, do Amapá, promove empreendedorismo feminino com uso de matérias-primas da Amazônia

A Fundação Fenômenos, organização fundada por Ronaldo Nazário para combater desigualdades e fortalecer comunidades, anunciou os três projetos vencedores da 1ª edição do Fenômenos Academy 2025. O Instituto Zwanga Impacto Social, de Macapá (AP), ficou em primeiro lugar. Em seguida, foram premiadas a Associação Barraca da Amizade, de Fortaleza (CE), e a Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Perdões e Região, de Minas Gerais.
Durante dois dias, dez organizações pré-selecionadas entre 200 inscritas participaram de treinamentos e imersões com foco no autoconhecimento. As atividades foram realizadas em parceria com o ID-X (Experiências de Desenvolvimento Interior), e incluíram apresentações de projetos para uma banca avaliadora com nomes como Diego Hypólito, Rafael Ferreira e Anderson Carlos Nogueira Oriente.
Academy capacita líderes comunitários
Patricia Viana, diretora-geral da Fundação Fenômenos, explicou que os participantes passaram por uma jornada de aprendizado e fortalecimento pessoal. “No primeiro dia, as dez lideranças passaram por uma experiência de desenvolvimento interno, explorando cinco dimensões: ser, pensar, relacionar, colaborar e agir. Nesse momento, resgataram a essência de suas ações sociais para, em seguida, apresentá-las à banca avaliadora em um formato de elevator pitch”, contou.
Antes da apresentação, também participaram de workshops de storytelling, com foco em atrair investimentos. “Elas foram preparadas para vender suas iniciativas em seis minutos, em uma conversa de elevador mesmo, e conquistar os jurados”, completou Patricia.
Instituto Zwanga
O Instituto Zwanga, do Amapá, promove empreendedorismo feminino com uso de matérias-primas da Amazônia. Rejane Soares, fundadora do projeto, celebrou o reconhecimento. “Nunca pensei que uma iniciativa do Norte do país pudesse estar entre os finalistas. Chegar até aqui é muito vitorioso, pois estamos representando uma grande parcela da população que são as mulheres pretas, as mulheres pretas da Amazônia e as mulheres pretas periféricas do Amapá”, disse.
Ela adiantou que pretende montar uma costuraria para atender mulheres com experiência em corte e costura, mas sem estrutura para atuar. “Queremos montar a costuraria para atender mulheres que sabem costurar, mas não têm máquina própria. A ideia é usar esse espaço para capacitação e para promover a moda do Amapá”, completou.








