No acidente na BR-156 cinco pessoas morreram em uma batida frontal. Entre as vítimas estavam duas crianças

A Policia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (29/9), a Operação Piratas do Caribe para desarticular um grupo criminoso acusado de explorar migrantes no Amapá.
A operação tem ligação com o acidente trágico registrado no último dia 25 de março na BR-210, em Porto Grande, quando cinco pessoas morreram em uma batida frontal. Entre as vítimas estavam duas crianças: um bebê de quatro meses e um menino de seis anos.
Em um Nissan Versa cinza, viajavam seis pessoas, entre elas um casal de cubanos, Suzana De La Caridad Scull Marcel, de 31 anos, e Vladimir Aldana Rodriguez, de 31, além do filho bebê, Aldo Milan, que morreu no local.
Também estavam no veículo Hilda Menéndez Valdés, 62 anos, Yohany Rico Menéndez, e o motorista contratado, Messias Ramos Teixeira, que não resistiram. Apenas Suzana e Vladimir sobreviveram.
No outro carro, um Volkswagen UP vermelho, viajava um casal de agentes de saúde com o filho de seis anos, que também morreu na colisão. O impacto foi tão violento que o motor de um dos veículos foi arremessado e o outro parou próximo a uma área de mata.
O inquérito teve início após denúncia feita à delegacia da PF em Oiapoque. As apurações revelaram que a organização criminosa transformava a travessia em um esquema de extorsão disfarçado de transporte, mantendo famílias inteiras reféns da chantagem.

Segundo as investigações, a quadrilha atuava no transporte irregular de migrantes, principalmente cubanos e haitianos, entre Oiapoque e a capital, cobrando valores abusivos e impondo ameaças. Aqueles que se recusavam a pagar eram intimidados com a possibilidade de serem expulsos do Brasil.








