sexta-feira, abril 4, 2025
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Lobista que atuava no ministério de Wadez Góes é um dos alvos da 3ª fase da operação Overclean

Gustavo Sobral, apontado pela Policia Federal como lobista, intermediava a liberação de emendas nos ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional e no da Agricultura

A Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal deflagraram, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Um dos alvos é Gustavo Sobral, apontado pela Policia Federal como lobista que intermediava a liberação de emendas nos ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional e no da Agricultura.

O ministério da Integração e Desenvolvimento Regional tem como titular na pasta o ex-governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). O órgão é responsavel pela gestão de áreas estratégicas, como proteção e defesa civil, segurança hídrica, desenvolvimento regional e territorial e fundos de investimentos finaceiros.

Sobral é apontado como quem operacionalizava a liberação de emendas nessas pastas com objetivo de favorecer as empresas de Alex Parente, entre elas a Allpha Pavimentações.

As empresas de Alex e do seu irmão, Fabio Parente, têm contratos milionários bancados com emendas parlamentares.

A maioria dos contratos são com órgãos como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Estão sendo cumpridos, nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG e Aracaju/SE, 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

A apuração indica ainda que a organização direcionava recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando superfaturamento de obras e desvios financeiros.

Estima-se que os criminosos tenham movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio dos contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

 

 

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