Delma, que lutava pela própria sobrevivência, também travava uma incansável batalha por justiça pela filha assassinada em Santa Cruz de la Sierra

A dor da família da estudante amapaense Jenife Silva, brutalmente assassinada na Bolívia, ganhou um novo e trágico capítulo nesta terça-feira (18). Faleceu, em Minas Gerais, Delma Garcia de Almeida, mãe de Jenife. Ela estava em tratamento médico enquanto aguardava um transplante de coração e morreu durante o sono, vítima de complicações cardíacas.
Delma, que lutava pela própria sobrevivência, também travava uma incansável batalha por justiça pela filha assassinada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A morte foi confirmada por familiares por meio das redes sociais. “Mais uma tragédia na família”, escreveu uma sobrinha.
A dor do luto agora se soma à dificuldade financeira: o translado do corpo de Delma para o Amapá foi orçado em cerca de R$ 7 mil, valor que a família não possui. Campanhas solidárias estão sendo organizadas nas redes sociais para arrecadar doações que viabilizem o retorno de Delma ao seu estado natal, onde será sepultada ao lado da filha.
O assassinato de Jenife Silva
Jenife Socorro Almeida da Silva, de 36 anos, natural do Amapá, foi encontrada morta no dia 13 de março deste ano no apartamento em que morava sozinha em Santa Cruz de La Sierra. Ela estava na Bolívia para concluir sua graduação em medicina e participar da cerimônia de colação de grau.
A investigação levou à apreensão de um adolescente boliviano de 16 anos, que recentemente foi denunciado pelo crime.
Como ajudar a família
Diante das dificuldades financeiras para o translado do corpo de Delma Garcia, familiares e amigos iniciaram uma campanha de arrecadação online. As doações são voltadas exclusivamente para cobrir os custos do transporte funerário e garantir um sepultamento digno.
Solidários podem buscar nas redes sociais perfis de familiares que estão organizando a vaquinha virtual e repassar contribuições de qualquer valor.








