MP denuncia grupo por tráfico de drogas, associação criminosa e posse de arma de uso restrito

A denúncia descreve que a operação policial ocorreu em 22 de dezembro de 2025, após informações de inteligência

Segundo o Ministério Público, os três atuavam de forma estável e permanente, compartilhando logística, transporte e recursos financeiros
Segundo o Ministério Público, os três atuavam de forma estável e permanente, compartilhando logística, transporte e recursos financeiros

O Ministério Público do Estado do Amapá apresentou denúncia à Vara Criminal da Comarca de Macapá contra três homens acusados de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, com divisão de tarefas, alto poder econômico e atuação em diferentes bairros da capital. A ação penal decorre de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos e resultou na apreensão de aproximadamente 18,7 quilos de maconha e 1,4 quilo de cocaína, além de dinheiro em espécie e arma de fogo de uso restrito.

Os denunciados

Foram denunciados:

  • Nycksson Renato Luz dos Anjos
  • Raimundo Benedito Coelho da Silva, conhecido como “Alex”
  • Sávio Balieiro Marques, apontado como liderança do grupo e também identificado pelos apelidos “Dragão” ou “Tesoureiro”

Segundo o Ministério Público, os três atuavam de forma estável e permanente, compartilhando logística, transporte e recursos financeiros para a comercialização de entorpecentes em Macapá.

Como o esquema funcionava

A denúncia descreve que a operação policial ocorreu em 22 de dezembro de 2025, após informações de inteligência indicarem que Sávio Balieiro realizaria uma entrega de drogas na Zona Norte da cidade. Ele se deslocava em um veículo Hyundai HB20, conduzido por Nycksson, enquanto Raimundo atuava como responsável pelo transporte e repasse das substâncias.

Durante a abordagem do veículo, no bairro Novo Horizonte, os policiais localizaram cerca de 1 quilo de maconha e R$ 2 mil em espécie. Em diligências posteriores, foram identificados imóveis utilizados como depósitos de drogas nos bairros Infraero I e Muca, onde foram encontrados dezenas de tabletes de maconha.

Na residência de Sávio Balieiro, a polícia apreendeu ainda R$ 110 mil em dinheiro, uma máquina de contar cédulas e uma arma de fogo calibre .38 com numeração raspada, além de munições, reforçando, segundo o MP, o poderio econômico e bélico da organização criminosa.

Confissões e negativas

De acordo com a denúncia, Raimundo Benedito confessou que realizava o transporte das drogas mediante ordens recebidas por aplicativos de mensagens e pagamento por entrega. Nycksson negou envolvimento direto, alegando que apenas prestava serviço de transporte, enquanto Sávio Balieiro optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Crimes imputados e pedidos do MP

O Ministério Público enquadrou Nycksson e Raimundo pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Já Sávio Balieiro responde também por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O órgão ministerial descartou a possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal, em razão da gravidade dos crimes e da pena mínima prevista, e pediu a condenação dos acusados, com suspensão dos direitos políticos. Além disso, requereu a fixação de indenização mínima de R$ 220 mil por danos morais coletivos, como forma de reparação à sociedade pelos impactos do tráfico de drogas.

A ação agora aguarda o recebimento da denúncia pela Justiça, dando início ao processo criminal contra os envolvidos.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!