MP denuncia médico que recebia plantões em Roraima, porém trabalhava no Amapá

Mesmo atuando no Amapá durante parte dos meses, ele teria registrado plantões e serviços extras em municípios do interior de Roraima

Hospital de Rorainópolis – Foto: Divulgação/Governo de Roraima

Ministério Público de Roraima denunciou um médico ortopedista do Hospital de Rorainópolis por improbidade administrativa. Uma Ação Civil Pública protocolada pelo órgão em novembro de 2025 apontou que o profissional recebeu indevidamente valores pagos por produtividade na Secretaria de Saúde.

Conforme a Promotoria de Justiça, ele teria acumulado cargos públicos em Roraima e no estado do Amapá com sobreposição de horários, enquanto recebia pagamentos extras por plantões e atendimentos que, segundo a investigação, não poderiam ter sido realizados simultaneamente. O nome do médico não foi divulgado pelo Ministério Público de Roraima.

O inquérito instaurado pelo MP identificou que o médico mantinha dois contratos de 40 horas semanais com a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau) e um vínculo ativo no Hospital Estadual de Oiapoque, no Amapá, entre janeiro de 2022 e agosto de 2023.

Mesmo atuando no Amapá durante parte dos meses, ele teria registrado plantões e serviços extras em municípios do interior de Roraima.

Ainda de acordo com o Ministério Público, os pagamentos de Produtividade de Serviços na Saúde (PSS) só são permitidos quando realizados fora da carga horária regular ou em turno de folga. No entanto, o ortopedista não teria cumprido essas condições.

Indícios de fraude

A denúncia apresentada pelo MP à Justiça também aponta duplicidade de atendimentos ambulatoriais para aumentar pontuação de produtividade. Isso além de lançamento repetido de plantões em matrículas diferentes e registros de atuação simultânea em até três cidades no mesmo período de 12 horas. Conforme o órgão, tais ações “visam o aumento artificial da remuneração e dependem da declaração falsa do agente”.

O Ministério calcula que o dano mínimo aos cofres públicos chega a R$ 1,4 milhão. Portanto, caso condenado, o médico terá que ressarcir o valor.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!