MPE recusou proposta do Banco Master para contrato

A negativa consta em despacho oficial emitido em 30 de outubro de 2025

No documento enviado ao MP o banco Master apresentava supostas vantagens comerciais e capacidade operacional
No documento enviado ao MP o banco Master apresentava supostas vantagens comerciais e capacidade operacional

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) rejeitou solicitação apresentada por representantes ligados ao Banco Master para credenciamento e participação em contrato voltado ao processamento da folha de pagamento de servidores do órgão. A negativa consta em despacho oficial emitido em 30 de outubro de 2025, pelo Departamento de Gestão de Pessoas do MP-AP, assinado pelo gerente Carlos Roberto Magalhães Bastos

Embora o pedido tenha sido formalizado por meio de documento encaminhado com justificativas e apresentação institucional, o Ministério Público esclareceu que mantém contrato vigente, válido por 60 meses, com o Banco do Brasil, responsável pela centralização de 100% da folha de pagamento desde março de 2025. Dessa forma, não haveria possibilidade de firmar acordo com outra instituição para a mesma finalidade.

Tentativa de credenciamento e impedimentos legais

A proposta, enviada originalmente pela equipe responsável pela Superintendência de Produtos de Varejo, apresentava o Banco Master — por meio de seus representantes — como interessado em assumir o processamento da folha do Ministério Público, destacando supostas vantagens comerciais e capacidade operacional. O ofício, porém, não prosperou diante da existência de contrato em plena vigência e da impossibilidade jurídica de coexistência de duas instituições para o mesmo serviço.

Além disso, o MP ressaltou que mantém parcerias com outras instituições apenas para operações específicas, como empréstimos consignados, não havendo espaço contratual para mudança na gestão da folha.

Banco Master foi liquidado pelo Banco Central

O episódio ganha relevância diante do fato de que o Banco Master, anteriormente conhecido como Banco Máxima, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central do Brasil após sucessivos indícios de irregularidades financeiras, fragilidades operacionais e descumprimento de normas prudenciais.

A liquidação — que encerrou imediatamente as operações bancárias — ocorreu após anos de alertas e investigações sobre as práticas da instituição, que já havia sido alvo de:

  • Procedimentos por oferta irregular de produtos financeiros;
  • Operações suspeitas envolvendo carteiras de crédito;
  • Irregularidades identificadas em auditorias e inspeções do BC;
  • Investigações sobre gestão temerária e potenciais danos ao sistema financeiro.

Com a intervenção, todo o corpo diretivo do banco foi afastado, e o Banco Central assumiu a administração para preservar o sistema financeiro e proteger clientes e credores.

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