No Amapá 89,6 mil pessoas deixaram situação de pobreza e expectativa é de crescimento econômico

Números do Ministério do Trabalho e Emprego reforçam esse avanço. Em novembro de 2025, o Amapá registrou estoque de 104.295 trabalhadores com carteira assinada

Dados do Governo Federal apontam que 89,6 mil pessoas deixaram a situação de pobreza no estado

O Amapá vive um dos momentos mais positivos de sua história recente no combate à pobreza. Dados do Governo Federal apontam que 89,6 mil pessoas deixaram a situação de pobreza no estado, resultado atribuído, principalmente, ao crescimento do emprego formal, aos investimentos públicos e às políticas de incentivo econômico adotadas a partir de 2023.

Pessoas em situação de pobreza são aquelas com baixa renda, vivendo com dificuldades para suprir necessidades básicas, com classificações variando por renda (como até R$ 685/mês no Brasil em dados recentes), e impactando desproporcionalmente mulheres, negros e crianças.

Para o governo federal o mercado de trabalho manteve forte influência sobre a melhora dos indicadores, respondendo pela maior parte da redução adicional da pobreza e da desigualdade nesse período.

Desde 2023 o Amapá criou cerca de 23 mil empregos formais, cenário que vem sendo impulsionado por obras públicas, ampliação da atividade econômica e estímulos à implantação de empresas no estado. Especialistas avaliam que esse conjunto de ações foi decisivo para a melhora dos indicadores sociais e econômicos.

Mercado de trabalho em expansão

O Amapá registrou no 2º trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego da sua história, com 6,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de crescimento expressivo no número de empregos com carteira assinada ao longo da atual gestão.

Desde 2023 o Amapá criou cerca de 23 mil empregos formais

Números do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que em novembro de 2025, o Amapá registrou estoque de 104.295 trabalhadores com carteira assinada, com saldo positivo de 376 novos postos de trabalho. No período, foram contabilizadas 3.910 admissões e 3.534 desligamentos, mantendo o estado em trajetória de crescimento do emprego formal

Outro setor que contribuiu significativamente para a geração de renda foi o turismo. O Amapá encerrou 2025 com o maior número de turistas internacionais já registrado. Segundo dados da Embratur, até novembro o estado recebeu 41,6 mil visitantes estrangeiros, crescimento de 6,49% em relação ao mesmo período de 2024, fortalecendo cadeias como hotelaria, comércio e serviços.

Programas sociais reforçam combate à fome

No campo social, programas dos governos Federal e Estadual são apontados como um dos pilares na redução da insegurança alimentar.

Mais de 114 mil famílias amapaenses estão recebendo do Governo Federal o Bolsa Família, programa que é referência mundial no combate à desigualdade e que tem as mulheres como prioridade. Com o programa Desenrola, 15 mil pessoas no estado tiveram a chance de renegociar dívidas e se recuperar financeiramente.

Ao mesmo tempo o Governo do Estado, através do programa Amapá Sem Fome, distribuiu dos mais de 177 mil kits de alimentos, ntre 2023 e 2025, sendo 57 mil somente em 2025, alcançando famílias da capital e do interior. Desde sua implantação, houve um crescimento de 689% na distribuição de alimentos, com destaque para os municípios de Macapá, Oiapoque, Vitória do Jari e Tartarugalzinho

Programa Amapá Sem Fome, distribuiu dos mais de 177 mil kits de alimentos

Outro reforço importante foi o Vale-Gás Social, que garantiu gás de cozinha a 5.483 famílias em 2025, ampliando a segurança alimentar e energética das populações mais vulneráveis.

Expectativa com mineração e petróleo na Margem Equatorial

Para os próximos anos, a expectativa é de que o cenário social avance ainda mais com a reativação da atividade de mineração no estado e a possível exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira, área que inclui o litoral do Amapá.

Em novembro de 2025 o governador, Clécio Luís, anunciou que a atividade mineral será retomada em uma mina de menor porte, localizada em Pedra Branca do Amapari, com capacidade inicial de produção de 1 milhão de toneladas.

Especialistas avaliam que esses empreendimentos podem gerar milhares de empregos diretos e indiretos, ampliar a arrecadação e criar um novo ciclo de desenvolvimento econômico.

Para os próximos anos, a expectativa é de que o cenário social avance ainda mais

Embora, no caso do petróleo, o projeto ainda dependa de licença ambiental e decisões estratégicas do governo federal e de empresas do setor energético, a perspectiva é vista como promissora para consolidar a redução da pobreza e ampliar oportunidades no estado.

Com indicadores positivos de emprego, turismo e políticas sociais, o Amapá entra em 2026 com a expectativa de manter a trajetória de crescimento econômico e inclusão social, apostando em novos investimentos para transformar potencial em desenvolvimento sustentável.

REAÇÃO DO GOVERNO

Durante entrevistas a emissoras de rádio neste inicio de ano o governador do Estado, Clécio Luis, falou sobre os números e resultados sociais e econôminos no Amapá. No campo do desenvolvimento econômico, Clécio Luís destacou a geração de empregos formais, impulsionada por investimentos públicos, fortalecimento da economia local e políticas voltadas à atração de novos negócios

“Temos orgulho de ser o estado brasileiro que mais gera empregos no Brasil. Nenhum estado do Brasil gerou 31% de empregos de carteira assinada em 2 anos e 11 meses, como foi o Amapá. É desenvolvimento para o nosso estado, e isso se reflete diretamente na vida das pessoas. Nós temos muito o que comemorar, mas temos muito mais o que fazer”, citou Clécio Luís.

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