Partidos que apoiaram Clécio elegem 17 deputados e terão ampla maioria na Assembleia do Amapá

Siglas que estiveram no arco de apoio ao atual governador conquistaram mais de dois terços das 24 cadeiras da Alap; partidos que apoiaram Antônio Furlan elegeram cinco deputados

Grupo político que esteve ao lado de Clécio elegeu 17 dos 24 deputados estaduais

A eleição para a Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) produziu um cenário político diferente daquele registrado na disputa pelo Governo do Estado. Embora Antônio Furlan (PSD) tenha sido eleito governador, os partidos que apoiaram a candidatura à reeleição do governador Clécio Luís conquistaram ampla maioria das cadeiras do Legislativo estadual.

Considerando União Brasil, PP, PT, PCdoB, PV, Rede Sustentabilidade, PSOL, PDT e Republicanos, o grupo político que esteve ao lado de Clécio elegeu 17 dos 24 deputados estaduais que tomarão posse em 2027.

O número representa 70,8% de toda a Assembleia Legislativa.

Já os partidos que formaram a aliança em torno da candidatura de Antônio Furlan — PSD, PL, Podemos e Novo — conquistaram, juntos, cinco cadeiras, equivalentes a 20,8% da Casa.

As outras duas vagas ficaram com o MDB.

Republicanos e União lideram bloco de partidos que apoiou Clécio

A vantagem começa pelas duas maiores bancadas eleitas para a próxima legislatura.

Republicanos e União Brasil elegeram cinco deputados cada. Somente as duas legendas terão, portanto, dez das 24 cadeiras da Alap.

Pelo Republicanos foram eleitos Hildegard Gurgel, Kinovak, Telma Nery, Jaime Perez e Coronel Flexa.

O União Brasil elegeu Rodolfo Vale, Bia Pombo, Jorge Amanajás, Roberto Góes e Aparecida Salomão.

O PDT, que também esteve ao lado de Clécio na eleição, conquistou outras três cadeiras, com João Pedro, Jack JK e Aldilene Souza.

A Rede Sustentabilidade acrescenta mais dois parlamentares ao grupo: Dr. Victor Amoras e Fabrício Furlan.

PT e PP completam a representação dos partidos desse arco político, com Socorro Nogueira e Joselyo Mais Saúde, respectivamente.

PCdoB, PV e PSOL não elegeram deputados estaduais.

Somados, são 17 parlamentares eleitos por partidos que estiveram no campo político de Clécio durante a disputa pelo Governo do Amapá.

Partidos de Furlan elegem cinco

Do outro lado, a aliança que sustentou a candidatura de Antônio Furlan conseguiu eleger cinco deputados estaduais.

O PSD terá dois representantes: Franco e Lorran Barreto.

O Podemos também conquistou duas vagas, com R. Nelson e João Mendonça.

O PL elegeu Alex.

O Novo, apesar de ter integrado a aliança de Furlan, não conquistou cadeira na Assembleia Legislativa.

Dessa forma, PSD, Podemos e PL somam os cinco deputados eleitos por partidos que apoiaram o novo governador.

MDB terá duas cadeiras e fica fora dos dois blocos eleitorais

As duas cadeiras restantes pertencem ao MDB, que elegeu Diogo Senior e Junior Favacho.

A presença dos dois parlamentares completa as 24 vagas da nova Assembleia e mostra a dimensão da vantagem numérica obtida pelos partidos que estiveram no arco de apoio a Clécio.

A divisão partidária da Alap será a seguinte:

Partidos do arco de apoio a Clécio: 17 cadeiras

  • Republicanos: 5
  • União Brasil: 5
  • PDT: 3
  • Rede: 2
  • PT: 1
  • PP: 1

Partidos da aliança de Furlan: 5 cadeiras

  • PSD: 2
  • Podemos: 2
  • PL: 1
  • Novo: 0

MDB: 2 cadeiras

Furlan chega ao governo com cenário diferente na Assembleia

A composição cria uma situação política que deverá ser observada a partir de 2027.

Furlan venceu a disputa pelo Governo do Estado, mas os partidos que sustentaram sua candidatura não conseguiram reproduzir nas eleições proporcionais o mesmo desempenho da eleição majoritária.

Enquanto as siglas de sua aliança ficaram com cinco cadeiras, os partidos que estiveram no campo político de Clécio conquistaram mais de dois terços da Assembleia.

Isso não significa, entretanto, que os 17 deputados formarão automaticamente um bloco de oposição ao novo governo.

As coligações e apoios construídos durante uma eleição majoritária não obrigam os parlamentares eleitos a manter o mesmo alinhamento depois da posse. A formação da base governista dependerá das articulações políticas entre Furlan, os partidos e os próprios deputados estaduais.

E é justamente aí que começa uma nova disputa.

Com apenas cinco deputados eleitos pelas siglas que integraram sua aliança eleitoral, o governador eleito terá pela frente a tarefa de construir uma base parlamentar que ultrapasse as fronteiras da coligação que o levou ao Palácio do Setentrião.

Nova correlação de forças

A Assembleia Legislativa exerce papel decisivo na administração estadual. É na Casa que passam projetos enviados pelo Executivo, matérias orçamentárias e outras propostas consideradas estratégicas para o governo, além da fiscalização dos atos do Poder Executivo.

A maioria absoluta da Alap corresponde a 13 dos 24 deputados.

Em números estritamente partidários, portanto, o arco que apoiou Clécio sai das urnas com quatro cadeiras acima desse patamar, enquanto as legendas que apoiaram Furlan começam com cinco parlamentares.

A eleição terminou nas urnas, mas uma nova etapa da política amapaense começa agora.

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