Petrobras acumula R$ 180 milhões com custos de sonda na costa do Amapá aguardando decisão do Ibama

Sonda chamada NS-42 chegou à locação, em águas profundas do Amapá, em 18 de agosto, e tem um custo diário de R$ 4 milhões

Petrobras já acumulava gastos, até esta semana, de cerca de R$ 180 milhões para manter um navio sonda de prontidão na Bacia da Foz do Amazonas, enquanto aguarda decisão do orgão ambiental federal Ibama para perfurar na região, onde acredita que haja reservas de petróleo capazes de abrir uma nova fronteira exploratória para o Brasil.

A sonda chamada NS-42 chegou à locação, em águas profundas do Amapá, em 18 de agosto, e tem um custo diário de R$ 4 milhões, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e uma fonte da estatal.

“Até agora já se perdeu R$ 180 milhões com a sonda parada lá, mais de R$ 4 milhões por dia”, disse a fonte da Petrobras, na condição de sigilo.

“Isso é o custo só do aluguel da sonda, sem falar as pessoas todas envolvidas”, completou.

O caso lembra situação semelhante anterior, quando a petroleira levou uma sonda para a região e a manteve por meses entre 2022 e 2023, sem que tenha utilizado o equipamento, como parte do mesmo processo de licenciamento ambiental, com custos de centenas de milhões de reais.

RECOMENDAÇÃO

No último dia (8), o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ibama que não conceda a licença de operação à Petrobras para explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá, até que a estatal demonstre, em um novo exercício simulado, sua “real capacidade” de resposta em um eventual vazamento de óleo.

A Procuradoria da República no estado argumenta que o bloco FZA-M-59 está em uma região de “grande biodiversidade, que pode ser afetada em larga escala no caso de um acidente”.

O MPF questiona por que, “mesmo com as falhas apontadas em parecer técnico, despacho da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama aprovou a APO e recomendou a concessão da licença de operação” à Petrobras.

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