Petróleo: Clécio diz que Amapá vinha se preparando para não ser pego de surpresa

O governador ressalta a criação do regime especial tributário para a cadeia de óleo e gás (Repetro) e diz que houve “desinformação, preconceito e dogmas” sobre o bloco exploratório

O governador do Amapá, Clécio Luis (Solidariedade), disse, nesta segunda-feira (20), estar “muito confiante” com os resultados da perfuração de um poço no bloco FZA-M-59, autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Petrobras recebeu a licença para a exploração do poço nesta segunda-feira (20).

Segundo Clécio, o Amapá vem se articulando para atrair empresas, ainda que neste momento de pesquisas, acreditando que será encontrado petróleo na região, com viabilidade econômica. Uma das razões do otimismo está no fato de que a região é próxima das reservas de petróleo da Guiana, que já se encontram em produção.

O governador salientou a criação, recentemente, de um regime especial tributário para a cadeia de óleo e gás (Repetro), que, segundo Clécio, permite que uma indústria possa se instalar no Amapá com custos 40% inferiores.

“O Amapá está se preparando mesmo, para não ser pego de surpresa com essa possibilidade, que, se Deus quiser, vai se tornar realidade”, disse Clécio.

O governador do Amapá salientou que o Estado colaborou com a Petrobras na estruturação do que foi necessário para a realização da avaliação pré-operacional (APO), exercício simulado de emergência ambiental, que contou com a sonda de perfuração.

Isso incluiu a reforma do aeródromo para permitir pousos e decolagens dia e noite e a estruturação do hospital de fauna, no Oiapoque.

Para Clécio, a concessão da licença para a perfuração, pela Petrobras, do poço exploratório, abre espaço para que outras áreas tenham aval mais rápido do Ibama. “Se fizermos tudo certo neste primeiro, abre espaço para os demais”, avalia.

Clécio: “Desinformação, preconceito e dogmas”

Ele ressaltou que o bloco foi alvo de “desinformação, preconceito e dogmas” quem atrasaram a emissão da licença. O governador citou como exemplo uma pesquisa feita por veículo de mídia cuja pergunta era se a população era a favor ou não “da exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas”.

“A pergunta estava errada porque a exploração não será, em nenhum caso, na Foz [do Rio] Amazonas. Ela [a área a ser explorada] está a 540 quilômetros da Foz do Rio Amazonas, a 174 quilômetros da ‘pontinha’ do Cabo Orange, em águas profundas. Teve muita desinformação, muito ataque e muito preconceito”, disse.

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