Petróleo na costa do Amapá: reservas potenciais são estimadas em até 16 bilhões de barris 

Para o governo federal, essa área é considerada o “novo Pré-Sal da Amazônia”

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com base em estudo que integra um projeto de análises das bacias sedimentares brasileiras, as reservas potenciais de petróleo na Margem Equatorial estão estimadas em até 16 bilhões de barris e possibilidade de produção de 1,1 milhão de barris por dia.

Como base de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

Segundo a companhia, com base no Plano de Negócios 2025-2029, estão previstos 15 poços na Margem Equatorial, com investimento total de US$ 3 bilhões. Desse total, oito poços serão perfurados somente na Bacia da Foz do Amazonas.

Para o governo federal, essa área é considerada o “novo Pré-Sal da Amazônia”. O local fica a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa do Amapá.

A chamada Margem Equatorial se estende da foz do rio Oiapoque, no extremo norte do Amapá, até o litoral norte do Rio Grande do Norte.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a exploração da Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. O Observatório Nacional da Indústria da CNI ainda indica que o desenvolvimento da região pode criar 495 mil novos empregos formais, acrescentar R$ 175 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e produzir R$ 11,23 bilhões em arrecadações indiretas.

Municípios como Oiapoque, Calçoene, Amapá, Macapá, Itaubal e Santana estão entre os principais beneficiados, com expectativa de crescimento em serviços, infraestrutura, habitação e formação técnica.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu que a pesquisa na Margem Equatorial “representa o futuro da nossa soberania energética”.

“Fizemos uma defesa firme e técnica que a exploração seja feita de forma responsável ambientalmente, dentre os mais altos padrões internacionais, e com benefícios concretos para brasileiras e brasileiros. O nosso petróleo é um dos mais sustentáveis do mundo, com uma das menores pegadas de carbono”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em vídeo postado em suas redes sociais.

Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, afirma que o Brasil precisa de novas fronteiras para se manter relevante como grande produtor de petróleo. Para isso, é necessário avançar, já que o pré-sal deve entrar em declínio a partir de meados da próxima década, projeção já confirmada pela Petrobras.

Para ele, o Brasil perdeu muito tempo nos últimos dez anos discutindo o licenciamento para a Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Enquanto isso, o país vizinho Guiana começou a explorar suas reservas e foi um dos que mais registraram crescimento em seu PIB.

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