Polícia Federal aponta depósitos que somam R$ 3 milhões, feitos por motorista, em empresas do prefeito e da esposa dele, Rayssa Furlan

Na residência de JERQUESON DA COSTA RODRIGUES,  motorista do prefeito Furlan,  foram encontrados documentos com anotações detalhadas de operações bancárias que, somadas, ultrapassariam R$ 3 milhões

O inquérito da Polícia Federal que embasou o pedido de afastamento do prefeito de Macapá Antônio Furlan,  revela novos detalhes sobre o fluxo financeiro investigado e sobre empresas vinculadas diretamente ao chefe do Executivo municipal e à sua esposa, Rayssa Furlan, apontada como pré-candidata ao Senado.

O documento integra a decisão proferida pelo ministro Flávio Dino no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, realizada nesta quarta-feira pela Polícia Federal.

Anotações apontam movimentação de mais de R$ 3 milhões

De acordo com a Polícia Federal, durante buscas realizadas na residência de JERQUESON DA COSTA RODRIGUES,  motorista do prefeito Furlan,  foram encontrados documentos com anotações detalhadas de operações bancárias que, somadas, ultrapassariam R$ 3 milhões.

As anotações registrariam depósitos fracionados e movimentações financeiras cujos principais favorecidos seriam as pessoas jurídicas Instituto Medicina do Coração LTDA, de propriedade de Antônio Furlan e RCFS Médicos LTDA, cuja responsável é Rayssa Furlan  além de Hulgo Márcio Bispo Correa.

O relatório policial aponta que entre os principais beneficiários das movimentações aparecem empresas diretamente vinculadas ao prefeito e à sua esposa.

Segundo a PF, o material apreendido indica que diversos depósitos bancários foram feitos de forma reiterada, com registros de movimentações destinadas a pessoas e empresas relacionadas ao grupo investigado.

Empresas ligadas ao esquema

Outra empresa citada nas investigações é a RCFS Médicos Ltda, também associada ao círculo empresarial ligado à família do prefeito.

De acordo com a PF, o conjunto de registros financeiros revela transferências bancárias e depósitos que teriam como destino pessoas físicas e jurídicas interligadas ao núcleo investigado, reforçando a suspeita de que recursos públicos desviados poderiam ter sido redirecionados para essas estruturas empresariais.

Motorista do prefeito também aparece nas diligências

O relatório policial também menciona que Jerqueson da Costa Rodrigues, teria desempenhado papel relevante nas movimentações financeiras investigadas.

Segundo os investigadores, além de exercer a função de motorista, ele também realizaria depósitos bancários frequentes de valores elevados, o que levanta suspeitas sobre possível participação operacional no fluxo financeiro analisado.

Polícia aponta estrutura organizada de movimentação de recursos

A análise das movimentações bancárias levou a Polícia Federal a concluir que existiria um fluxo financeiro estruturado, envolvendo empresas, pessoas físicas e intermediários.

Para os investigadores, a existência de registros detalhados de depósitos e transferências indica a possibilidade de um sistema organizado de circulação de recursos, com repasses fragmentados e múltiplos destinatários.

Pedido de afastamento do prefeito

Com base nesses elementos, a Polícia Federal representou ao Supremo Tribunal Federal pelo afastamento cautelar do prefeito de Macapá, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas citadas no inquérito.

Entre os alvos das medidas solicitadas estão o próprio prefeito, sua esposa Rayssa Furlan, o motorista Jerqueson Rodrigues e as empresas vinculadas ao grupo investigado.

Segundo a PF, as diligências e a análise das movimentações financeiras seriam fundamentais para compreender a dinâmica do fluxo de recursos e a eventual destinação final dos valores movimentados.

As investigações seguem em andamento e devem avançar com a análise detalhada das contas bancárias e das operações financeiras registradas no período investigado.

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