Policiais militares são presos, suspeitos de participação em chacina de garimpeiros

As prisões teriam sido realizadas nesta terça-feira (12/08), em Macapá, pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp)

MACAPÁ — Informações preliminares apontam que ao menos cinco policiais militares estão entre os suspeitos de participação na chacina que vitimou oito garimpeiros no município de Almeirim (PA), na divisa com Laranjal do Jari (AP). Nesta terça-feira (12/08), pelo menos nove mandados de prisão contra suspeitos foram cumpridos em Macapá, pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp).

O crime, que chocou a população dos dois estados, ocorreu na segunda-feira (4). Segundo as investigações coordenadas pela Polícia Civil do Amapá (PC-AP), o grupo de garimpeiros estava na região negociando terras em uma área conhecida pela prática do garimpo ilegal. As vítimas teriam sido confundidas com assaltantes que haviam agido na região no fim de semana anterior.

As buscas iniciaram-se após o resgate de um sobrevivente pela Companhia de Operações Especiais do Bope e pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) do Amapá. Os corpos começaram a ser localizados na quinta-feira (7). Duas caminhonetes utilizadas pelo grupo foram encontradas incendiadas.

As vítimas foram identidicadas como: Antônio Paulo da Silva Santos, conhecido como “Toninho”; Dhony Dalton Clotilde Neres, conhecido como “Bofinho”; Elison Pereira de Aquino, conhecido como “Dinho” ; Gustavo Gomes Pereira, conhecido como “Gustavinho”; Janio Carvalho de Castro, conhecido como “Jane”; José Nilson de Moura, conhecido como “Zé doido” ; Luciclei Caldas Duarte, conhecido como “Tripa” e Paulo Felipe Galvão Dias.

De acordo com as autoridades, não há indícios de que as vítimas tenham participado do crime que supostamente motivou o ataque. O Governo do Amapá, em ação conjunta com a Polícia Judiciária do Pará, mantém uma força-tarefa para identificar todos os envolvidos e garantir que sejam levados à Justiça.

O caso segue em investigação e novas informações poderão ser divulgadas à medida que o inquérito avance.

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