Caso não surjam evidências que confirmem a informação, cresce a cobrança para que a senadora faça um pedido público de desculpas ao Amapá

Uma publicação da senadora Damares Alves nas redes sociais colocou o Amapá no centro de uma polêmica internacional ao sugerir, sem apresentar provas, que o criminoso sexual Jeffrey Epstein teria interesse em comprar terras no estado. A afirmação surgiu após a circulação de uma reportagem que aponta possível atuação de Epstein no Brasil, mas que não traz comprovação pública de vínculo com o Amapá.
A postagem da parlamentar provocou reação por associar o estado a rotas internacionais de tráfico humano e à vulnerabilidade de populações ribeirinhas, o que especialistas classificam como afirmações de alto impacto reputacional quando feitas sem documentação que sustente a acusação.
O que diz a reportagem que circula nas redes
O conteúdo que motivou a postagem tem o título:
“Modelos, festa e 4.000 menções: documentos indicam possível atuação de Epstein no Brasil”
Assinado por Sara Salbert e datado de 3 de fevereiro de 2026, o texto afirma que documentos mencionam encontros entre Epstein e menores no país, além de planos envolvendo uma revista de moda para atrair garotas a castings. A chamada não apresenta, no trecho visível e nem na integra da matéria, comprovação de compra de terras no Amapá nem ligação direta com o estado.
Leia abaixo a íntegra do texto publicado por Damares
ELE QUERIA TAMBÉM UMA ILHA NO BRASIL?
Então o monstro do Epstein queria comprar terras no Amapá?
O que justifica tanto interesse no Amapá?
Seria por causa da fronteira com a Guiana Francesa e com o Suriname, fronteiras ja citadas como rota do tráfico humano internacional?
Seria por causa da vulnerabilidade das mulheres e crianças da região ribeirinha?
Precisamos conhecer os lugares por onde ele e sua corja passaram no Brasil. Precisamos saber quem no Brasil ajudava Epstein em suas macabras ações de tráfico humano, exploração sexual de crianças e mulheres, os sacrifícios e experimentos biológicos com crianças e adolescentes.
Vamos acompanhar por meio da Comissao de Direifos Humanos do Senado Federal as revelações do Arquivo Epstein.
Imaginem este homem com uma ilha no Amapá. Imaginem os horrores que poderiam ser praticados por ele em nosso território!
O que se sabe até agora
Até o momento:
- Não foram apresentados documentos públicos comprovando que Epstein tentou comprar terras no Amapá
- Não há investigação oficial conhecida que vincule o estado ao caso
- A associação parte de inferências feitas pela senadora, não de provas divulgadas
Especialistas em checagem de fatos alertam que acusações envolvendo crimes graves exigem base documental sólida, sobretudo quando feitas por autoridades com grande alcance público.
Pressão por responsabilidade pública
A repercussão levantou críticas de que a publicação pode reforçar estigmas sobre o Amapá ao relacionar o estado a redes internacionais de exploração sexual sem comprovação factual.
Caso não surjam evidências que confirmem a informação, cresce a cobrança para que a senadora faça um pedido público de desculpas ao Amapá, uma vez que a difusão de acusações sem prova pode se enquadrar como desinformação e causar dano à imagem da população local.
O que falta esclarecer
- Se existem documentos que comprovem o interesse de Epstein no Amapá
- Quem são as fontes da afirmação
- Se há investigação formal em andamento no Brasil sobre esse ponto específico
Até que essas respostas apareçam, o caso permanece no campo da especulação.








