Prefeitura de Amapá nega uso de recursos públicos para custear tratamento médico do esposo da prefeita

A denúncia sobre o suposto uso de recursos públicos para custear despesas médicas do investigado elevou a tensão política na cidade de Amapá

Francisco Canindé responde pelo assassinato do agricultor Antônio Candeia, conhecido como Maranhão, ocorrido em 2024

A Prefeitura do Município de Amapá se manifestou oficialmente após denúncia que apontava que recursos públicos teriam sido utilizados para pagar despesas médicas do senhor Francisco Canindé da Silva, esposo da prefeita Kelley Lobato, que responde judicialmente pelo assassinato do senhor conhecido como Maranhão.

A manifestação consta no Ofício nº 007/2026-GAB/PMA, datado de 30 de janeiro de 2026, encaminhado ao Procurador-Geral de Justiça em exercício (página 1 do documento)

Prefeita afirma que despesas foram pagas com recursos próprios

No documento, a prefeita afirma que todas as despesas médicas relacionadas ao tratamento de saúde de Francisco Canindé foram custeadas com recursos próprios da família.

Segundo o ofício, os pagamentos teriam sido realizados por meio de valores depositados em conta-corrente particular; por meio da venda de bens pessoais; e por receitas oriundas da comercialização de gado.

A prefeita anexou ao processo comprovantes bancários, notas fiscais hospitalares, recibos de venda de animais e comprovante de venda de veículo, com o objetivo de demonstrar a origem privada dos recursos utilizados.

Comprovantes bancários e hospitalares anexados

Entre os documentos apresentados estão extrato bancário da conta de Natasha Mourão da Silva , demonstrando movimentações financeiras no período do tratamento e diversos recibos e comprovantes de pagamento emitidos pelo Hospital São Camilo, em Macapá, referentes a internações e procedimentos médicos realizados em nome de Francisco Canindé da Silva (páginas 4 a 23);

Os comprovantes hospitalares indicam pagamentos parcelados e valores que, somados, ultrapassam dezenas de milhares de reais em despesas médicas.

Prefeitura pede apuração por denunciação caluniosa

No mesmo ofício, a prefeita afirma que a denúncia é “falsa e criminosa” e requer a instauração imediata de procedimento para investigar eventual crime contra a honra, classificando o caso como possível calúnia qualificada contra agente público no exercício da função.

A gestora afirma ainda que a denúncia teria sido apresentada de forma anônima e que o município não teve acesso aos anexos que instruíram a acusação original.

Contexto político e judicial

Francisco Canindé da Silva é esposo da prefeita Kelley Lobato e responde judicialmente pelo assassinato do senhor Maranhão, caso que gerou forte repercussão no município.

A denúncia sobre o suposto uso de recursos públicos para custear despesas médicas do investigado elevou a tensão política na cidade de Amapá, levantando questionamentos sobre eventual desvio de finalidade ou uso indevido da máquina pública.

Com a manifestação formal a Prefeitura sustenta que não houve qualquer pagamento com recursos municipais.

O caso segue sob análise das autoridades competentes.

A reportagem mantém espaço aberto para eventual manifestação do Ministério Público ou de demais órgãos de controle.

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