Sem resposta de Furlan, professores da rede municipal de Macapá fazem paralisação de advertência

O movimento está previsto para começar nesta quinta (16/10) e se estender até sexta (17/10)

Sem clima para celebrar o Dia dos Professores, docentes efetivos da rede municipal de Macapá farão paralisação de advertência por dois dias. A paralisação foi aprovada em assembleia da Execultiva Municipal do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (SINSEPEAP), realizada no último dia 9 de outubro. O movimento está previsto para começar nesta quinta (16/10) e se estender até sexta (17/10).

O que pedem

A pauta liderada pelo sindicato cobra da Prefeitura de Macapá:

  • Data final e cronograma público para conclusão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Educação;
  • Agenda de prazos para resolver demandas pendentes — segundo a categoria, a gestão só publicou a homologação do estágio probatório e após a assembleia que aprovou a paralisação;
  • Garantia de progressões e descongelamento de carreiras, sobretudo de servidores antigos.

“Amanhã estaremos reivindicando datas para a resolução das demandas da categoria, haja vista que a gestão somente publicou a homologação do estágio probatório e ainda após o período da assembleia”, afirmou ao ConectAmapá a  vice-presidente da Executiva Municipal do SINSEPEAP, professora Cleiziane Miranda da Silva.

Vice-presidente da Executiva Municipal do SINSEPEAP, professora Cleiziane Miranda

Para ela, sem prazos, as promessas “cairão ao vão”, especialmente porque 2026 é ano eleitoral e a implementação poderia ficar para depois.

De acordo com o Sinsepeap muitos servidores, principalmente antigos, estão com a carreira congelada, sem poder avançar com suas progressões.

Contexto recente: merenda e limpeza pressionam rotina das escolas

A tensão na rede municipal vinha crescendo com a paralisação parcial dos serviços de merendeiras e apoio — os “Verdinhos” — terceirizados pela empresa L. Corrêa.

Trabalhadores relataram três meses sem pagamento e vinham reduzindo atividades para pressionar a quitação de contratos. Na segunda (13/10), houve pagamento de salários, mas o vale-refeição não foi quitado; os terceirizados devem manter a mobilização. Diante da redução de equipes de limpeza, professores denunciaram ao sindicato que assumiram tarefas de higienização para evitar suspensão das aulas.

Impacto nas aulas

O que diz a Prefeitura

Até a publicação desta matéria, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Macapá sobre as paralisações . O SINSEPEAP informou que seguirá aberto à negociação, mas condiciona o retorno pleno às aulas à apresentação formal de datas e etapas para as medidas prometidas.

Esta reportagem será atualizada se a Prefeitura ou a empresa L. Corrêa divulgarem novas informações (calendário, prazos oficiais ou propostas de acordo).

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