Quilombolas do Curiaú denunciam nova tentativa de invasão e pedem providências das autoridades

De acordo com relato divulgado pelos próprios moradores foram identificadas cercas instaladas com o objetivo de demarcar área que estaria sendo alvo de ocupação indevida

Diante da situação, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Militar foram acionados pela comunidade para acompanhar o caso

Moradores da comunidade quilombola do Curralinho, situada em território pertencente à Área de Proteção Ambiental (APA) do Curiaú, em Macapá, denunciaram uma nova tentativa de invasão irregular da área tradicionalmente ocupada pela comunidade.

De acordo com relato divulgado pelos próprios moradores, nesta terça-feira (24), foram identificadas cercas instaladas com o objetivo de demarcar área que estaria sendo alvo de ocupação indevida. Com apoio da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas no Amapá (CONAQ/AP), os quilombolas retiraram as estruturas instaladas.

MPF e Polícia Militar acionados

Diante da situação, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Militar foram acionados para acompanhar o caso e adotar as providências cabíveis. A comunidade afirma que a área integra território quilombola tradicional e está inserida dentro da APA do Curiaú, unidade de conservação ambiental reconhecida por sua importância histórica, cultural e ecológica.

Os moradores alegam que as tentativas de invasão não são fatos isolados e que a pressão sobre o território tem sido recorrente.

Mobilização na BR-156

Como forma de protesto e para chamar a atenção das autoridades, a comunidade convocou uma mobilização popular nesta quarta-feira (25), na BR-156, nas proximidades da rotatória de acesso à região.

O ato tem como objetivo denunciar a tentativa de ocupação irregular e reivindicar medidas concretas para garantir a integridade das terras tradicionalmente ocupadas pelos quilombolas.

Defesa do território tradicional

Lideranças comunitárias afirmam que a mobilização é uma resposta à falta de segurança fundiária e à necessidade de atuação firme do poder público para impedir novas investidas contra o território.

A comunidade do Curiaú é reconhecida como remanescente de quilombo e integra um dos mais importantes patrimônios culturais do Amapá, com forte identidade histórica ligada às tradições afro-amapaenses.

Até o momento, não houve manifestação oficial por parte do Governo do Estado ou da Prefeitura de Macapá sobre a denúncia.

O ConectAmapá acompanha o caso e manterá espaço aberto para manifestação das autoridades competentes.

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