Com o resultado do laudo, tudo indica que os áudios amplamente divulgados por alguns veículos de comunicação, foram adulterados

A crise política envolvendo o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), e a agressão contra jornalistas ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um laudo pericial da Polícia Técnico-Científica (Politec). O documento revelou que o áudio original periciado do diálogo entre o comunicador Heverson Castro, sua equipe de reportagem e o deputado estadual Jory Oeiras, “são íntegros, sem indícios de manipulação ou edição”.
Com o resultado do laudo, tudo indica que os áudios amplamente divulgados por alguns veículos de comunicação, foram adulterados com inserção de falas inexistentes. As falas podem ter sido alterados para dar a impressão de que os jornalistas teriam recebido dinheiro em meio ao caso.
A adulteração mudou completamente o contexto da conversa e demonstra, segundo técnicos, que no audio divulgado houve manipulação intencional para construir uma narrativa capaz de incriminar falsamente profissionais da imprensa e um representante político.
Repercussão e MP
Políticos ouvidos afirmam que a adulteração do material aponta para a adoção de estratégias baixas e desleais dentro da disputa política em Macapá e da tentativa de desqualificar denúncias contra o prefeito.
“Se comprovado a adulteração (dos áudios) é gravíssimo. Creio que nesse caso era dever do Ministério Público atuar na questão. Para a classe política e para a população é preocupante, pois não tínhamos essa prática em nosso estado”, disse ao ConectAmapá um vereador que pediu para não ser identificado até a conclusão das investigações.
Gravidade
O episódio eleva a crise para um nível ainda mais preocupante. O uso de recursos como edição criminosa de provas compromete não apenas a investigação sobre a agressão, mas também o clima democrático no Amapá, onde jornalistas, parlamentares e autoridades vêm sendo diretamente atingidos.
Analistas avaliam que a provável adulteração do áudio extrapola os limites do embate político e passa a configurar um ataque frontal à liberdade de imprensa e à lisura do processo político no estado. O caso expõe a fragilidade das instituições de imprensa diante de estratégias que visam manipular a opinião pública com informações falsas.








