Invasão à MacapáPrev: roubo de PCs e processos levanta suspeita de “queima de arquivo”

Segundo informações preliminares, não foram identificados sinais de arrombamento externo

A polícia também apura a informação de que os sistemas de comunicação do órgão teriam sido cortados antes da invasão

A sede da MacapáPrev, instituto responsável pela previdência dos servidores municipais de Macapá, foi invadida durante a madrugada de sábado (14). Durante a ação criminosa foram levados computadores, processos administrativos e equipamentos que armazenavam imagens das câmeras de segurança, o que levanta a suspeita de possível tentativa de “queima de arquivo”.

Segundo informações preliminares, não foram identificados sinais de arrombamento externo, o que reforça a hipótese de que os autores do crime possuíam algum tipo de conhecimento prévio sobre a estrutura do prédio ou acesso ao local.

A polícia também apura a informação de que os sistemas de comunicação do órgão teriam sido cortados antes da invasão, indicando que a ação pode ter sido planejada.

Gestão

A ocorrência se dá semanas depois da troca de gestão no órgão municipal em decorrência do afastamento judicial e posterior renúncia do prefeito Dr. Furlan (PSD). O seu vice, Mario Neto (Podemos), também foi afastado e a prefeitura passou a ser liderada pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União Brasil), que é da oposição.

O comando da MacapáPrev também foi trocado com a mudança na gestão municipal. Janayna Gomes da Silva Ramos, presidente do órgão durante a gestão Furlan deixou o cargo em março após pedir exoneração um dia depois da renúncia do então prefeito.

Segundo apurou a reportagem, foram levados os notebooks do ex-diretor Financeiro, Fabiano Gemaque Valente de Andrade, e da ex-chefe de gabinete da Presidência, Karyna Santos Ramos. Ambos também pediram exoneração depois da saída de Furlan da prefeitura.

Instituto vinha sendo alvo de denúncias

Durante a ação criminosa foram levados computadores, processos administrativos e equipamentos

A invasão ocorre em um momento delicado para a administração municipal. Nos últimos meses, a MacapáPrev vinha sendo alvo de denúncias sobre possível utilização irregular de recursos da previdência municipal durante a gestão do ex-prefeito Antônio Furlan.

As suspeitas envolvem o uso de recursos previdenciários para finalidades que não estariam diretamente relacionadas ao pagamento de aposentadorias e benefícios dos servidores.

Além disso, também circulam questionamentos sobre a existência de um possível rombo milionário no instituto, situação que agora deverá ser investigada com maior rigor diante do desaparecimento de documentos e equipamentos.

Segundo caso em menos de uma semana

O episódio é o segundo registrado em menos de uma semana envolvendo invasão a prédios da Prefeitura de Macapá e danos a equipamentos de informática.

O primeiro caso ocorreu recentemente em outra unidade administrativa do município, onde também foram registrados danos a computadores e sistemas, levantando preocupação entre autoridades sobre possíveis tentativas de destruição de provas ou apagamento de informações.

Investigações seguem sob sigilo

Também foram registrados danos a computadores e sistemas

A Polícia Civil abriu investigação para apurar o caso. Até o momento, as autoridades tratam a ocorrência com cautela e as investigações seguem sob sigilo, justamente para evitar prejuízos à apuração.

Peritos devem analisar o local da invasão, além de verificar registros de acesso ao prédio e possíveis imagens de câmeras de segurança da região.

Preocupação com documentos da previdência

A MacapáPrev administra recursos que garantem aposentadorias e pensões de servidores municipais, motivo pelo qual o desaparecimento de documentos e equipamentos preocupa tanto autoridades quanto os próprios servidores.

Caso seja confirmada a hipótese de destruição ou ocultação de provas, o episódio poderá ter repercussões administrativas e criminais, especialmente em meio às investigações que envolvem a gestão anterior da prefeitura.

A expectativa agora é que as investigações esclareçam quem invadiu o prédio, quais documentos foram levados e se o crime tem relação com as denúncias envolvendo a gestão do instituto previdenciário municipal.

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