Sem renda no fim do ano, trabalhadores derrubam tapume do Shopping Popular interditado por Furlan

Para os trabalhadores, a decisão teve motivação eleitoral e prejudicou diretamente quem já enfrenta dificuldades financeiras

A estrutura havia sido interditada recentemente pela gestão municipal
A estrutura havia sido interditada recentemente pela gestão municipal

Em um ato de protesto contra a decisão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), comerciantes derrubaram na tarde desta sexta-feira (5) o tapume instalado pela prefeitura no Shopping Popular, no Centro de Macapá, e anunciaram que vão reocupar o prédio para garantir renda no período de fim de ano.

A estrutura havia sido interditada recentemente pela gestão municipal sob o argumento de “risco iminente” na construção, decisão tomada com base em um laudo técnico cuja regularidade vem sendo questionada nas redes sociais por comerciantes, lideranças políticas e usuários do espaço.

Interdição às vésperas de dezembro revolta comerciantes

No momento de maior movimento do comércio local — o ciclo de festas de fim de ano — dezenas de famílias foram impedidas de trabalhar. O prédio, construído durante a gestão de Clécio Luís (Solidariedade), atual governador do Amapá e candidato à reeleição, abriga pequenos empreendedores que dependem diretamente das vendas para garantir sustento.

A medida de Furlan, que também é pré-candidato ao governo do Estado em 2026, acirrou ainda mais o clima político. Para os trabalhadores, a decisão teve motivação eleitoral e prejudicou diretamente quem já enfrenta dificuldades financeiras.

“É desumano essa decisão do Furlan. Somos todos pais de família e estamos passando necessidade justamente no fim do ano por causa dessa briga dele para ser governador”, desabafou um comerciante, que pediu anonimato por medo de represálias.

Comerciantes afirmam que o prédio não apresenta risco estrutural e que a decisão tem cunho político

Outros vendedores que participaram da derrubada do tapume reforçaram o mesmo posicionamento, acusando o prefeito de usar o shopping como instrumento político e ignorar o impacto social sobre dezenas de famílias.

Decisão contestada e pressão por reabertura

A controvérsia ganhou força após questionamentos sobre o laudo que embasou a interdição, apontado como “irregular” por diferentes setores da sociedade. Comerciantes afirmam que o prédio não apresenta risco estrutural e garantem que vão reabrir seus boxes para assegurar renda mínima durante o período mais lucrativo do ano.

Sem alternativa de trabalho, os empreendedores declararam que permanecerão no local e retomarão as atividades mesmo sem autorização da prefeitura.

Prefeitura ainda não se manifestou

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Macapá não havia emitido nota oficial sobre o protesto, nem informado quais medidas pretende adotar diante da reabertura forçada do espaço pelos comerciantes.

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