Segundo Teles as exportações do Amapá para os EUA chegaram a US$ 16,2 milhões, desse total US$ 10 milhões foi só de açaí

Nas redes sociais o vice-governador do Amapá, economista Teles Júnior, apresentou um resumo do impacto que o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, terá para o Amapá.
A medida, celebrada pelos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, afetará a exportação de produtos do Amapá para os Estados Unidos, entre eles o açaí.
Segundo Teles as exportações do Amapá para os EUA em 2024 chegaram a US$ 16,2 milhões, desse total US$ 10 milhões foi só de açaí. Com a decisão de Trump o açaí ficará mais caro e pode perder mercado.

Para um estado pobre como o Amapá, onde as exportações em 2024 somaram US$ 161 milhões, a taxação sobre os US$ 16,2 milhões em exportações para os Estados Unidas terá seu impacto nas finaças.
TARIFAS
Na quarta-feira (9), em postagens e em carta enviada a Luiz Inácio Lula da Silva, Trump declarou que as tarifas sobre os produtos brasileiros subiriam em 1° de agosto devido à suposta “caça às bruxas” promovida contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma alegada “censura” de plataformas digitais americanas.
Se concretizadas, as tarifas podem encarecer para consumidores e empresas americanas produtos variados como petróleo, ferro, café, carnes e suco de laranja, alguns dos itens brasileiros mais exportados para os Estados Unidos.
REAÇÃO DO BRASIL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida de Trump e disse que o Brasil responderá por meio da lei de reciprocidade. A lei da reciprocidade autoriza o governo a adotar medidas de retaliação de forma provisória durante o processo. No entanto, o decreto que normatiza essa lei ainda não foi publicado.
“É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”, escreveu Lula no X (antigo Twitter).
REPERCUÇÃO
“Além de acreditar que tem o poder de impedir um processo judicial em um país estrangeiro, Trump também acredita que pode fazer o Brasil mudar seu plano de combate ao discurso de ódio e ao racismo nas plataformas sociais” declarou Anna Cavazzini, integrante do Parlamento Europeu e vice-presidente da comissão de relações com o Brasil da instituição.
“O presidente Trump demonstra que sua política tarifária não visa ganhos econômicos, mas sim pura coerção a serviço de suas próprias convicções políticas. Essa medida é chocante em sua brutalidade, punindo um país inteiro por respeitar o Estado de Direito e processar uma tentativa de golpe fascista”, afirmou ainda a deputada.








