Terceirizados da prefeitura de Macapá recebem salários atrasados, mas vale alimentação segue sem pagamento

Em tom contundente sobre o caso, a executiva do Sinsepeap acusou o prefeito Antônio Furlan (MDB) de abandono da educação pública

Após semanas de impasse e paralisações, os trabalhadores terceirizados que prestam serviços à Prefeitura de Macapá começaram a receber, nesta segunda-feira (13), os salários em atraso. No entanto, o vale-alimentação, benefício essencial para a categoria, segue pendente, e parte dos serviços deverão continuar paralisados.

A reportagem do ConectAmapá tentou ouvir a empresa L. Corrêa, responsável pela contratação de pessoal para áreas como educação, saúde e limpeza urbana, sobre os pagamentos, porém não obteve êxito. Mesmo assim, trabalhadores afirmam que a paralisação parcial será mantida até que o vale-alimentação seja quitado.

Impacto nos serviços públicos

O atraso provocou a redução nos serviços em escolas municipais e unidades de saúde, onde a ausência de auxiliares de limpeza e merendeiras afetou diretamente o funcionamento. Na rede de ensino, professores passaram a executar tarefas de limpeza e apoio, numa tentativa de evitar a suspensão das aulas.

“Sem auxiliares de limpeza e cozinha, muitas unidades estão funcionando no improviso, com professores varrendo salas, lavando banheiros e limpando refeitórios”, denunciou o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) em nota publicada nas redes sociais.

Nota do sindicato cobra responsabilidade do prefeito

Em tom contundente, a executiva do Sinsepeap acusou o prefeito Antônio Furlan (MDB) de abandono da educação pública e desrespeito aos profissionais.

“Isso é desvio de função, é falta de respeito com a categoria, e sobretudo é reflexo do abandono da educação pública”, afirmou o sindicato.
“Educação se faz com respeito, e respeito não combina com atraso, improviso e desvalorização.”

A nota viralizou entre educadores e servidores terceirizados, que relatam precarização das condições de trabalho e afirmam que vivem sob ameaças de demissão caso se manifestem publicamente sobre os atrasos.

Contexto e repercussão

Os chamados “verdinhos”, como são conhecidos os terceirizados que atuam em escolas, UBSs e órgãos municipais, vêm denunciando reiterados atrasos nos repasses. O episódio soma-se a outros impasses recentes entre o Executivo e prestadores de serviço, revelando falhas na gestão dos contratos e falta de transparência na execução orçamentária.

Enquanto aguardam solução definitiva, professores e servidores continuam improvisando para manter as escolas em funcionamento — e cobrando da administração municipal um posicionamento claro e medidas concretas para regularizar a situação.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!