Na última sexta-feira, dia 2, Macapá recebeu os primeiros vagões da linha ferrea que deverá ser reativada
Como parte do Projeto Ferro Amapá no Brasil a ferrovia irá englobar mina e porto e prevê novos investimentos para reativar a produção de minério de ferro, paralisada desde 2019.
Em dezembro o governador , Clécio Luís, anunciou que a atividade mineral será retomada em uma mina de menor porte, localizada em Pedra Branca do Amapari, com capacidade inicial de produção de 1 milhão de toneladas.
Em videoconferência com executivos e diretores da DEV Mineração no último dia 12 de dezembro, ficou acertado que inicialmente o Projeto Ferro Amapá no Brasil irá englobar mina, ferrovia e porto e prevê novos investimentos para reativar a produção de minério de ferro, paralisada desde 2019 após um processo de recuperação judicial.
A retomada marca o retorno da principal atividade econômica de Pedra Branca e dos empregos, com o compromisso de adotar técnicas sustentáveis na operação e na produção do minério. “Há seis anos estamos sem essa atividade mineral, que é muito importante para o Amapá. Estamos criando as condições para que o município volte a se desenvolver, para que Pedra Branca retome a mineração e volte a ser um município pujante, vibrante e feliz. Este é um projeto grande, que vai se agigantar ainda mais nos próximos cinco anos e que, sem dúvida, vai mudar a realidade do estado”, destacou Clécio Luís.
Serão captados US$ 6 milhões na Bolsa de Londres, o que irá garantir os recursos necessários para reiniciar as operações da mina Azteca, de menor porte. Para a retomada completa do projeto e a produção plena, o investimento previsto é de US$ 200 milhões, a longo prazo. Ainda assim, as duas metas – a reativação inicial e o avanço rumo à operação total – têm previsão de início já em 2026.
O acordo começou a ser articulado pelo Governo do Amapá no final de 2024, quando o estado assumiu a mediação das pendências originadas ainda no período da antiga operação minerária ligada ao grupo de Eike Batista (EBX). Para o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, o resultado sinaliza a resolução de um passivo histórico e inaugura um novo ciclo para Pedra Branca e para o setor mineral.








