A ofensiva concentrou-se na divisa entre o Pará e o Amapá, atingindo pontos críticos como a Estação Ecológica (ESEC) do Jari
Em uma operação realizada entre os dias 3 e 8 de fevereiro, agentes do Ibama, com apoio da Polícia Federal (PF), destruíram uma aeronave e maquinário pesado utilizado na extração mineral ilícita. O balanço da ação, divulgado nesta segunda-feira (9/2), inclui ainda a apreensão de 217,5g de ouro.
A ofensiva concentrou-se na divisa entre o Pará e o Amapá, atingindo pontos críticos como a Estação Ecológica (ESEC) do Jari e a Floresta Estadual do Paru. Além do metal precioso e da destruição do avião, os agentes apreenderam 43 mil litros de combustível.
A região onde ocorreu a operação é de altíssimo valor ecológico, conhecida como a Floresta dos Angelins Vermelhos Gigantes. O local abriga algumas das maiores árvores do bioma amazônico.
O espaço tem sofrido crescente pressão do garimpo ilegal, com 41 alertas de ocorrência já registrados em 2026, o que motivou a intensificação da fiscalização.
A concentração dos esforços ocorreu nas rotas de suprimento que abastecem o garimpo, como em aeródromos e portos de Tapeoara e Itacara, pontos cruciais para o transporte de máquinas e mantimentos.
Em uma das pistas de pouso, em Laranjal do Jari (AP), agentes conseguiram interceptar e inutilizar a aeronave do modelo Cessna 182P. De acordo com a PF, o avião foi modificado para transporte de cargas e carregada com suprimentos destinados aos garimpos.
A operação contabilizou no total a destruição de quatro escavadeiras hidráulicas, dois tratores, um avião e um caminhão; 17 embarcações, 13 motores de popa, seis quadriciclos e cinco geradores; e nove motores de garimpo.
A Estação Ecológica do Jari é uma Unidade de Conservação Federal de proteção integral, onde qualquer exploração mineral é proibida por lei. A ação do Ibama e da PF tem o intuito de proteger os ecossistemas essenciais da biodiversidade amazônica contra a expansão do garimpo ilegal na região.








