
O desembargador Carlos Tork, do Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP), autorizou o delegado de Polícia Civil Sidney Leite a viajar para Brasília, no período de 19 de dezembro de 2025 a 21 de março de 2026.
O delegado chegou a cumprir prisão preventiva, e as medidas cautelares foram impostas quanto ele foi solto em dezembro de 2022. Entre as restrições, está a proibição de se ausentar do Amapá por mais de sete dias, sem prévia autorização da justiça.
No pedido para viajar por três meses, Sidney Leite alegou que desde que foi solto, vem cumprindo todas as medidas, e que precisa dar suporte a sua mãe e ao seu padrasto que estão gravemente doentes.
Acrescentou que a sua irmã cuida dos dois sozinha, mas está esgotada e prestes a perder o emprego. Ele apresentou exames médicos e atestados, descrevendo os quadros clínicos dos pacientes.
Ao conceder a autorização, o desembargador citou parecer favorável do do Ministério Público defendendo que “o requerente demonstrou comportamento processual adequado e cumpriu todas as medidas cautelares, afastando o risco de frustração da aplicação da lei, ou mesmo risco de fuga”.
O delegado Sidney Leite foi condenado a 10 anos e 2 meses pelo crime de associação criminosa. A decisão proferida pela 3ª Vara Criminal e de Auditoria Militar é de setembro de 2024. De lá pra cá, o delegado apresentou diversos recursos, mas a sentença foi mantida, inclusive em 2ª instância.








