A própria Polícia Federal registrou expressamente que os mandados foram cumpridos em Amapá, Mazagão e Macapá para investigar um possível esquema de corrupção e de fraude em licitação de obras públicas nas gestões municipais

Devido à falta de informações mais detalhadas sobre a ação da Policia Federal realizada na última terça-feira (3), para cumpriu quatro mandados de busca com o objetivo de investigar um possível esquema de corrupção e de fraude em licitação de obras públicas nos municípios de Macapá, Mazagão e Amapá, duas das três prefeituras citadas pela própria Policia Federal como alvos da ação, buscaram encobrir que estão sendo investigadas.
Em Macapá, a repercussão ganhou combustível nas redes sociais: aliados do prefeito Antônio Furlan foram a público para negar que o município estivesse entre os alvos. No entanto, a própria Polícia Federal registra expressamente que os mandados foram cumpridos em Amapá, Mazagão e Macapá, com o foco na apuração de fraudes em licitações “nas gestões municipais”.
Prefeituras: notas e silêncio oficial
Macapá
Em texto reproduzido pela imprensa local, a Prefeitura de Macapá afirmou que “não foi acionada judicialmente” e que, por isso, “não se manifestará” naquele momento; disse ter tomado conhecimento “pela imprensa” e declarou confiança na Justiça e disposição para colaborar “dentro dos limites legais”. A nota, porém, não esclarece por que a PF cita Macapá no cumprimento de mandados, nem aponta quais contratos estariam sob questionamento.
Mazagão
A Prefeitura de Mazagão divulgou nota de esclarecimento afirmando que “não foi alvo” e que não houve cumprimento de mandados em órgãos/prédios da prefeitura nem contra gestores/servidores da atual administração. Sustentou que a menção ao município seria “alcance territorial” da operação. A manifestação, contudo, também não detalha o mérito: quais licitações/obras motivaram a investigação e qual o recorte temporal das suspeitas.

Município de Amapá
Na nota oficial da PF, o município de Amapá é citado como um dos locais de cumprimento de mandados. Até as referências verificadas nesta apuração, não aparece uma manifestação pública institucional explicando o objeto investigado (quais contratos/obras/licitações) ou rebatendo os fundamentos da suspeita.
O que se sabe até aqui
A PF não detalhou quais contratos ou obras específicas estão no centro do inquérito, nem informou nomes de investigados no comunicado público. O órgão reforçou apenas que as diligências buscam avançar na identificação de participantes e no esclarecimento do suposto esquema.
O que ainda precisa ser esclarecido (pontos-chave)
- Quais licitações e obras estão sob investigação e em que período.
- Quem são os alvos dos mandados e qual o vínculo com as administrações municipais (a PF não divulga nomes na nota).
- Por que Macapá aparece formalmente como local de buscas — e se o foco recai sobre quais contratos (ou quais agentes).
Investigação
Segundo a PF, há suspeita de que empreiteiros teriam efetuado pagamentos indevidos a agentes públicos para obter vantagens em processos licitatórios e, assim, celebrar contratos com a administração pública. Os contratos sob apuração ultrapassariam R$ 7 milhões. A corporação afirma que a ação busca reunir novos elementos para esclarecer a dinâmica do esquema e identificar todos os envolvidos.
Ainda conforme a nota oficial, os investigados poderão responder por fraudes em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro — crimes que, somadas as penas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão, além de multa.








