Lula e Macron discutem combate ao narcotráfico e garimpo na fronteira entre Amapá e Guiana Francesa

Lula e Macron se encontraram em Nova Déli, na Índia, às margens da Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial

Os líderes também conversaram sobre o garimpo ilegal na região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder francês Emmanuel Macron discutiram nesta quinta-feira (19) formas conjuntas de combater o narcotráfico e outras formas de crimes transnacional na fronteira entre Brasil (Amapá) e a Guiana Francesa.

Os líderes também conversaram sobre o garimpo ilegal na região. O Planalto não detalhou as conclusões da discussão e se os presidentes discutiram ações conjuntas para o enfrentamento dos crimes.

Lula e Macron se encontraram em Nova Déli, na Índia, às margens da Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial, que contou com a presença de chefes de Estado e de Governo, especialistas em tecnológia e CEOs de big techs. Eles viajaram ao país a convite do primeiro-ministro Narendra Modi para participarem do evento e realizar uma visita de Estado.

Estimativas do Governo Francês corroboradas por organizações não governamentais dão conta de pelo menos 20 mil brasileiros garimpando dentro e fora de áreas protegidas no país vizinho. Em meio à Floresta Tropical, a atividade clandestina é protagonizada por pessoas essencialmente pobres, trabalhando sob condições degradantes e alijadas de alternativas de emprego e renda. A prática é fonte de contaminação e de violência.

Em 2008 o então presidentes Lula e e o presidente francês Nicols Sarkozy firmaram o mesmo acordo para que Brasil e França atuassem dee forma conjunta contra os estragos sociais e ambientais do garimpo ilegal de ouro na larga faixa de fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Nos últimos anos, operações policiais e militares contra a prática levaram mortes e agressões a ambos os lados da fronteira. Em 2010, na Guiana Francesa, foram presos 1500 estrangeiros. Dois militares franceses foram mortos em junho de 2012 e, em abril do mesmo ano, uma centena de garimpeiros brasileiros foi detida no país vizinho. Já em junho de 2014, um barqueiro brasileiro foi morto por um policial francês ao transportar alimentos e material de trabalho para garimpos ilegais.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!